Vitórias na luta contra o Tabagismo

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Não poderia deixar de escrever sobre essa importante vitória para a saúde da população, que foi a diminuição de 42%, no numero de fumantes passivos nos ambientes domiciliares (familiares), de acordo com pesquisa do Ministério da Saúde divulgado no dia 29 de agosto, data comemorativa ao Dia Nacional de Combate ao Fumo.

De acordo com esta pesquisa, realizada pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), em oito anos, o índice registrou queda de 42,5% no número de fumantes passivos no domicílio, caindo de 12,7%, no ano de 2009, para 7,3% no ano passado.

Esse dado divulgado pelo próprio Ministério da Saúde apontou queda em todas as capitais brasileiras, com destaque para Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Aracaju (SE), Porto Velho (RO) e São Paulo (SP).

A comemoração por esses números está relacionada ao fato do tabagismo passivo ser causa de doenças e morte no mundo todo. Em 2015, o Ministério da Saúde registrou 17.972 óbitos, sendo uma das principais causas de mortes atribuíveis ao tabaco.

O fumante passivo é aquela pessoa que inala (respira) a fumaça de cigarros (ou outros produtos derivados do tabaco) sem ser fumante. Essa fumaça se difunde no ambiente e faz com que as pessoas ao redor inalem a mesma quantidade de poluentes que os fumantes.

Os fumantes passivos sofrem com os efeitos do tabagismo como a irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito).

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2013, o tabagismo passivo foi a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e para o consumo excessivo de álcool.

Outra vitória importante é a diminuição do tabagismo ativo, que também apresentou queda em seus índices, como mostrou essa mesma pesquisa. Nos últimos 10 anos houve uma redução de 35% no número de usuários de produtos derivados do tabaco. A prevalência caiu de 15,7% em 2006 para 10,2% em 2016.

De acordo com a Dra. Fátima Marinho, médica que apresentou os dados do Vigitel, são três marcos que contribuíram para a redução do tabagismo no Brasil: “a proibição da propaganda e da glamurização do fumo em 2000, a proibição de fumar em ambientes fechados em 2005 e o aumento do imposto sobre cigarro de 2011 a 2016, aliado à obrigação das imagens de advertência nos maços (2008) e oferta do tratamento para deixar de fumar pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”.

O consumo de derivados do tabaco causa cerca de 50 tipos de doença, principalmente as cardiovasculares (aterosclerose, angina e infarto), o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite), com redução da capacidade funcional respiratória.

Em especial, a mulher fumante tem um risco maior de infertilidade, câncer de colo de útero, menopausa precoce (em média 2 anos antes) e dismenorréia (sangramento irregular), bem como a propensão maior de tromboses venosas em associação aos anticoncepcionais.

A decisão de parar de fumar precisa ser estimulada e os benefícios dessa decisão inúmeros e imediatos.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), os benefícios de se parar de fumar podem ser observados tanto em minutos após a parada, como também benefícios ao longo da vida:
• Após 20 minutos do último cigarro, a pressão sanguínea diminui e as batidas cardíacas voltam ao normal;
• Após 8 horas sem cigarro, o nível de oxigênio no sangue pode chegar aos níveis de uma pessoa não-fumante.
• Após 24 horas, os pulmões já conseguem eliminar os resíduos da fumaça.
• Após dois dias, é possível sentir melhor o cheiro e o gosto das coisas.
• Após duas semanas, melhora a circulação, a fadiga e falta de ar.
• Após um ano, o risco de doença cardíaca cai pela metade.
• Após 5 anos, o risco de ter câncer de pulmão também reduz 50%.
• Após 15 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

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