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Vaquinha para homem que ajudou idosa arrecada quase R$ 100 mil

A vaquinha online feita para ajudar Varlei Rocha Alves, guardador de carros que ajudou uma senhora atravessar a enchente, já ultrapassou o dobro da meta em menos de 24 horas. A campanha tinha como objetivo arrecadar R$ 40 mil reais para ajudar Capoeira, como é conhecido, a comprar uma casa e auxiliar nos estudos do filho, Darlei, de 10 anos.

Com o dinheiro arrecadado, além do objetivo de ter a própria casa, Capoeira também sonha em aprender a ler e escrever e dar uma festa para o filho, que fez aniversário em fevereiro. Até o momento, mais de 1.600 pessoas fizeram doações e a arrecadação online está perto de chegar aos R$ 100 mil.

O gesto de solidariedade do guardador de carros, que se espalhou nas redes sociais, chamou atenção para a história de Capoeira. Morador da Pavuna, na Zona Norte do Rio de Janeiro, ele trabalha como guardador de carros na Rua Viveiros de Castro há 20 anos. No dia do temproal, Capoeira dormiu na chuva, assim como em outros dias em que não tem o dinheiro de voltar para casa.

Fonte: Extra

Após a polêmica criada pela vídeo, onde internautas criticaram asenhora ajudada por Capoeira no vídeo por não ter agradecido, Anúzia Corrêa, de 86 anos, retornou ao local para agradecer falar com o guardador. O ambulante contou que recebeu R$ 4 da moradora para ajudá-la a passar pela rua sem molhar os pés.


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Estresse acelera surgimento de cabelos brancos, mostra estudo

Após testes com injeções que causam fortes dores e estresse, nasceram pelos brancos em camundongos


Crianças desobedientes, adolescentes rebeldes e até mesmo adultos cabeça-dura provavelmente já ouviram alguém dizer que eles estão provocando cabelos brancos nos outros. Agora, essas pessoas apontadas como irritantes podem ser “acusadas” com base científica.

Cientistas do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias, da Fapesp, em parceria com pesquisadores de Harvard revelaram nesta quarta-feira (22/01) que o processo de despigmentação capilar pode ocorrer de maneira acelerada em pessoas sob condições de estresse ou depois de passar por um grande trauma.

O estudo, que durou cerca de três anos, passou por diversos testes laboratoriais e foi publicado na revista científica Nature.

O cientista Thiago Mattar Cunha afirmou que chegou à conclusão desse estudo graças a uma série de fatores imprevistos.

“O nosso laboratório é sobre dor. Então injetamos uma toxina que gerava muita dor em camundongos sem saber para onde ir. A partir disso, vimos que eles ficavam com pelos brancos depois de quatro semanas. Foi inesperado. Quando fui fazer um sabático em Harvard, falei para um supervisor sobre esse achado e eles disseram que também estavam fazendo algo nessa linha e nos chamaram para colaborar”, conta o cientista brasileiro à BBC News Brasil.

A maior parte dos testes foi feita na universidade americana, coordenada pela professora de biologia regenerativa Ya-Chieh Hsu. A outra foi realizada nos laboratórios da USP de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Os pesquisadores identificaram que o sistema nervoso simpático tem uma ligação muito próxima com o estresse.

Responsável por controlar as respostas do organismo em situações de perigo por meio de uma onda de adrenalina e cortisol, ele faz o coração bater mais rápido, a pressão arterial subir, a respiração acelerar e as pupilas dilatarem.

Tudo isso para que o corpo se prepare o mais rápido porssível para uma luta, esquiva ou fuga. A partir disso, eles passaram a tentar identificar possíveis formas de bloquear isso.

Problema e solução

Os cientistas brasileiros identificaram a ligação entre estresse e o surgimento de cabelos brancos após injetarem uma substância chamada resiniferatoxin — extraída da planta Euphorbia resinifera, parecida com um cacto, que causa uma forte dor e, consequentemente, um grande estresse em camundongos com pelos pretos.

A aplicação foi feita com uma dose considerada alta pelos cientistas durante três dias consecutivos.

“Cerca de quatro semanas após a injeção sistêmica da toxina, um aluno de doutorado observou que os animais estavam com os pelos completamente brancos. Aparecia em cerca de 30% a 40% dos pelos. Quanto maior o estresse, mais pelos brancos”, afirmou o cientista brasileiro.

Para o cientista Thiago Cunha, a grande importância desse estudo é demonstrar que há uma base científica por trás de uma crença popular. Historiadores relatam, inclusive, que um grande volume de cabelos brancos surgiu na cabeça da rainha Maria Antonieta durante a Revolução Francesa, em 1793, quando ela soube que seria guilhotinada.

Mas os cientistas descobriram uma maneira de impedir esse surgimento dos pelos brancos. Eles identificaram que o estresse associado à dor causava o “amadurecimento” das células-tronco melanocíticas dentro do bulbo capilar, responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que colore os fios.

“Então tratamos os animais com guanetidina, um anti-hipertensivo capaz de inibir a neurotransmissão pelas fibras simpáticas e observamos que o processo de embranquecimento capilar foi bloqueado”, afirmou Cunha.

Em outro teste, essa neurotransmissão foi interrompida por uma cirurgia de retirada das fibras simpáticas. Isso também bloqueou o branqueamento capilar mesmo após a aplicação da injeção para indução da dor.

“Esses e outros experimentos conduzidos demonstraram a participação da inervação simpática no processo de embranquecimento capilar e confirmaram que a dor atua, nesse modelo, como um potente estressor”, afirmou.

O cientista diz que não há uma pesquisa no sentido de criação de um medicamento que evitaria o embranquecimento do cabelo. Até porque as tinturas disponíveis hoje já resolvem a questão estética e não possuem efeitos colaterais que um medicamento pode causar.

Para o pesquisador, é “bem provável” que outros sistemas do organismo sofram efeitos semelhantes ao identificado no bulbo capilar sob uma condição de estresse intenso.

“A grande questão a partir de agora é avaliar se o branqueamento imediato pelo envelhecimento também possui esse mesmo mecanismo. Esse seria um dos desdobramentos a serem estudados a partir de alterações em células-tronco causadas pelo estresse, como alterações no intestino, medula óssea etc. Isso abre uma perspectiva de analisar o impacto do estresse em outras doenças.”

Fonte BBC

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Laboratórios recolhem medicamentos para úlcera no estômago

Lotes de remédios podem estar contaminados com produto cancerígeno

Os laboratórios Medley e Aché decidiram recolher lotes de medicamentos com cloridrato de renitidina por suspeita de uma possível contaminação de uma substância de efeito cancerígeno nos pacientes que consomem os produtos. Os medicamentos são utilizados para o tratamento de úlcera estomacal, refluxo, dentre outras enfermidades.

A Medley retirou do mercado 50 lotes do medicamento Ranitidina de 150mg e 300mg, com fabricação entre outubro de 2018 e setembro de 2019. O receio da companhia envolvia a possível presença de uma impureza da nitrosamina chamada N-nitrosodimetilamina, que teria potencial de causar câncer em seres humanos.

Já o laboratório Aché realizou também preventivamente a coleta dos medicamentos Label comprimidos e Label xarope e genéricos de cloridrato de raniditina. Em nota à Agência Brasil, alegou que “segue rigorosamente todas as solicitações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), inclusive a recomendação sobre o controle das nitrosaminas”.

Segundo a Medley, as pessoas que tiverem de se desfazer do medicamento não terão prejuízos. A empresa orienta quem estiver nesta situação a entrar em contato com o SAC da Medley pelo telefone 0800 7298 000, de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h.

Também no caso da Aché, dúvidas de pacientes ou lojistas vendedores dos produtos devem ser encaminhadas por meio da Central de Atendimento a Clientes pelo telefone 0800-701-6900 ou pelo e-mail:[email protected]

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Familiares de vítima de febre hemorrágica estão em quarentena

Vigilância Epidemiológica de Sorocaba informou que mulher e irmã de homem que morreu devem ficar sem contato com outras pessoas até 3 de fevereiro

Arenavírus é o causador da febre hemorrágica

O morador de Sorocaba (SP) que morreu no último dia 11 no Hospital das Clínicas, na capital paulista, com o primeiro caso recente de febre hemorrágica brasileira, passou por cinco cidades do interior de São Paulo, no período em que teria se infectado. 

Além de Sorocaba, onde mora, o homem de 52 anos esteve em Itapeva e Itaporanga, no sudoeste paulista, e em Eldorado e Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira. A mulher da vítima e uma irmã do homem estão sob monitoramento.

“Orientamos as duas para que fiquem isoladas, em quarentena, pelo menos até o dia o dia 3 de fevereiro, quando vence o período máximo de possível transmissão. Também pedimos que evitem compartilhar copos, talheres, roupas e objetos de uso pessoal com outras pessoas”, afirmou a médica infectologista Priscilla Helena dos Santos, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Sorocaba.

De acordo com o secretário de Saúde de Sorocaba, Ademir Watanabe, é pouco provável que o homem tenha adquirido o vírus na cidade onde morava. Segundo ele, os locais mais prováveis de contaminação são áreas rurais de Itapeva e Itaporanga, onde o paciente esteve.

“Existe o relato de que em uma dessas localidades há um paiol com a presença de roedores, ratos do campo, que são os transmissores da doença. Na casa em que ele morava com a companheira, em Sorocaba, não existe a presença de ratos silvestres, que são o reservatório natural do arenavírus.”

Mesmo assim, segundo ele, todas as pessoas que tiveram contato com o paciente estão sendo monitoradas. A Vigilância Epidemiológica Estadual já orientou as medidas de bloqueio nas cidades visitadas pelo paciente.

Conforme o secretário, os deslocamentos do paciente foram reconstituídos para a adoção das medidas de bloqueio.

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No período de 1 a 5 de dezembro, ele permaneceu em Sorocaba, em sua casa na Vila Carvalho, viajando em seguida para Eldorado, no Vale do Ribeira, onde tem parentes. No dia 15, retornou para Sorocaba e, no dia 21, viajou para Itapeva, no sudoeste paulista. No dia seguinte, o homem se deslocou para Itaporanga, cidade da mesma região, permanecendo até o dia 26, quando retornou para Sorocaba.

No dia 29, um dia antes de apresentar os sintomas, ele viajou novamente para Eldorado, onde procurou uma unidade de saúde já com os sintomas iniciais da doença.

O quadro inicial, de dor no abdômen, náuseas e dores musculares, evoluiu para febre alta, queda de pressão, confusão mental e hemorragia. O paciente foi transferido para o Hospital Regional de Pariquera-Açu e, em seguida, para o Hospital das Clínicas de São Paulo.

De acordo com o secretário, a pasta municipal foi notificada no dia 7 de janeiro pelo Hospital das Clínicas da capital e iniciou as investigações epidemiológicas.

“Havia suspeita inicial de febre amarela, por ele ter viajado para o Vale do Ribeira, mas os sintomas eram diferentes e ele havia sido vacinado contra essa doença. Como havia ratos urbanos na região em que mora, nós passamos a investigar também a leptospirose. O fato é que, em nenhum momento, esse paciente foi atendido em Sorocaba, o que reduz o risco de contaminação aqui”, disse.

Sintomas

Segundo Priscilla Helena dos Santos, a população do entorno da residência do paciente foi alertada para ficar atenta aos sintomas da doença.

Os sintomas iniciais são: febre, dor de cabeça, dor abdominal forte, sonolência, prostração, queda de pressão, tontura e confusão mental. Em seguida, é constatado o comprometimento hepático (icterícia) e sinais de hemorragia.

A rede municipal foi colocada em alerta para avaliar a possibilidade de contaminação pelo arenavírus em caso de sintomas parecidos.

A médica alerta para a necessidade de procurar uma unidade de saúde tão logo os primeiros sintomas se manifestem.

“Eles são parecidos, inicialmente, com os sintomas da dengue, da febre amarela e de outras doenças graves, como a leptospirose. Todas são doenças importantes, então não há que ter hesitação: deve-se procurar atendimento médico imediato”, disse.

Embora a doença ainda seja pouco pesquisada, sabe-se que o arenavírus é transmitido pelas fezes e excreções do rato silvestre, que vive em matas, mas infesta paiois, lavouras de grãos e depósitos de cereais.

A doença difere da leptospirose, pois esta é transmitida pelas fezes e urina de rato doméstico — ratazana, rato de telhado e camundongo — e é causada por uma bactéria.

No Brasil, há histórico de quatro casos humanos de febre hemorrágica brasileira causada pelo mesmo vírus, o último deles detectado em 1999, em um paciente de 32 anos, residente em Espírito Santo do Pinhal, no interior paulista. O homem, morador da zona rural e operador de máquinas de café, ficou internado sete dias e acabou morrendo.

Fonte R7

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