Tricotilomania é um distúrbio tratamento

Larissa Lenarduzzi
larissa.lenarduzzi@folhar.com.br

A impossibilidade do controle sobre a retirada dos pêlos é o que define essa desordem.

O distúrbio de tirar os cabelos e pelos atinge aproximadamente 4% das mulheres no Brasil e é um impulso que caracteriza o hábito de puxar fios de forma impulsiva.
Cabelo vem do termo em inglês hair, que significa “pêlo”, ou seja, a extração dos fios não se abstém apenas à cabeça, podem também ser das pernas, das sobrancelhas ou dos cílios.
As causas desse transtorno podem ser muitas, dentre elas, a ansiedade incontrolável em realizar planos a curto prazo, a genética, sobrecargas psicológicas (separação paterna, divórcio, perda de um ente próximo), início da menarca ou outra situação que exija grande controle emocional.
Segundo a dermatologista Denise Raia, os mais afetados pela compulsão são crianças(a partir de cinco anos de idade) e mulheres. Por tratar-se de um quadro de ansiedade extrema, muitos dos que procuram ajuda mantém certa resistência ao falar do assunto e omite informações que são necessárias para o médico fazer o tratamento correto.

A disfunção causa sofrimento, prejuízo psicológico, social e ocupacional aos indivíduos afetados pela tricotilomania – muitos abandonam a vida social, por vergonha ou receio de que os outros notem o comportamento compulsivo.
Sintomas como pontos descobertos no couro cabeludo, sensação de bem estar ao retirar os fios, ímpeto de puxar ou torcer os cabelos constantemente e a negação do distúrbio, fazem com que os acometidos pela doença procurem ajuda tardiamente. Pessoas estressadas, depressivas ou que estão passando por uma fase ruim devem atentar-se caso esses indícios comecem a aparecer.
Detectar o problema precocemente é a maior solução para um tratamento bem sucedido, que é feito através de estímulo para o crescimento de novos fios no folículo capilar.
“É imprescindível que o paciente entenda que junto ao tratamento médico é necessário procurar ajuda psicológica, para que obtenha a cura completa”, finaliza a especialista Denise Raia.

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