Folha Regional

Santa Casa de Votuporanga: 116 captações de órgãos em um ano

Foram 115 procedimentos de córneas e um de rins; desafio de aumentar o índice de doação segue para 2019

Imagine ter o poder de salvar vidas? Sua família, com apenas uma autorização, pode realizar o ato mais nobre de solidariedade e amor com a doação de órgãos. A Santa Casa de Votuporanga, desde 2012, é habilitada para a realização destes procedimentos, representando muitas vezes a cura de centenas de pacientes.

Em 2018, foram 116 “SIMs” que a Comissão Intra-Hospitalar de Transplante (CIHT) do Hospital recebeu dos familiares. Foram 115 córneas e dois rins, oferecendo uma nova chance aos receptores e qualidade de vida.

A excelente atuação rendeu para a Santa Casa prêmio no 1° Encontro Estadual sobre Transplantes e Doação de Órgãos, realizado pela Secretaria do Estado de Saúde em comemoração ao Setembro Verde no ano passado. Com o reconhecimento, a Instituição está em seleta lista de Hospitais do Estado de São Paulo com os melhores números relacionados à captação. “Fomos avaliados pela Organização de Procura de Órgãos (OPO) de abrangência. Isso aumenta ainda mais a nossa responsabilidade, para melhorar nosso índice de aceitação da doação em 2019, por meio de campanhas e projetos”, explicou Kelly Roberta Trindade Almeida, enfermeira coordenadora da CIHT.

A captação de órgãos só acontece quando a morte cerebral é constatada e há autorização da família para a doação. “Envolvemos toda equipe multidisciplinar, para dialogar com a família. A autorização de doação de órgãos é feita por parente de 1º ou 2º grau do possível doador, que assina o termo específico da Secretaria Estadual de Transplantes. Para ocorrer uma captação de fato, é fundamental que as equipes de enfermagem, médica, serviço social, recepção e também os profissionais que atuam na Comissão trabalhem em sintonia, para que os óbitos de potenciais doadores sejam rapidamente comunicados e as famílias abordadas”, contou.

O provedor da Santa Casa, Luiz Fernando Góes Liévana, enalteceu a atuação da Comissão Intra-Hospitalar. “Este serviço nos enche de orgulho por dar uma chance para aqueles que aguardam na fila um transplante. A cada ano, a equipe faz mais abordagens e contamos com a conscientização da população e sensibilidade que, em meio ao luto, possa salvar vidas”, finalizou.


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Da Redação

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