Quem nunca?

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Você já se perguntou para que servem as regras? Quem as criou e por que temos que cumpri-las? Quem nunca ouviu a frase: “Regras existem para serem quebradas”? Certamente não foi minha mãe quem disse isso, pois me parece mais familiar a que diz “Regras são regras, elas existem para serem cumpridas”. Crescemos assim, com a obrigação de fazer o que é certo, evitar o duvidoso e abolir o que é errado.
Chegando à vida adulta é possível duvidar que regras são aquelas que absolutamente devam ser cumpridas, pois se somos conscientes e responsáveis por nossos atos, quem poderá nos ditar as regras?

Vejamos por exemplo uma regra que todo mundo gostaria de descumprir na infância, posso afirmar que é uma daquelas que descumpriria facilmente se soubesse que não teria grandes consequências: Comer doces antes do almoço! Essa é uma regra que não deveria existir, afinal, qual doce poderia acabar com o apetite de uma criança em fase de crescimento? Mas ela esteve lá e ainda está.
Se pensar bem, todas as regras que existem são para criar um profundo sentimento de frustração, pois você come um chocolate, mas gostaria de comer dois, volta da balada às 2 horas da manhã, mas gostaria de voltar às 5, almoça com a família no domingo mas gostaria de estar com os amigos, vai na academia cedinho mas gostaria de dormir um pouco mais.

Quem nunca quis descumprir uma regra para se sentir livre? Quem nunca se manteve calado, mas gostaria de dizer verdades a quem precisa? A sociedade impõe as regras que ela própria gostaria de quebrar. É mais ou menos assim, ninguém fala abertamente, mas “rasga o verbo” quando a filha da vizinha não cumpriu a regra de ter namorado e casado com seu primeiro amor. Mas que “diabo” de regra é essa em que ser feliz ou ser autêntico é quase um pecado mortal?

A hipocrisia ronda a sociedade, é um tal de “não pode isso, não pode aquilo” e o resultado é um bando de gente infeliz. E se ao invés disso todos seguissem o coração, a intuição, a percepção? Seriam todos descumpridores de regras ou pessoas felizes?

Se ninguém julgasse suas atitudes, certamente você tomaria duas bolas de sorvete, passaria a noite assistindo filmes, tomaria uma garrafa de vinho ouvindo seu som preferido, beijaria mais de uma boca, usaria o vestido mais curto, comeria macarrão todos os dias e seria muito mais feliz.

Vamos repensar nossas regras, julgar menos e viver mais, mais feliz!

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