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Cíntia Marchi Bicudo

Quantos anos você tem?

Comparar a idade cronológica com a idade que se aparenta ter pode dizer muito sobre nossos hábitos. Um envelhecer saudável é o que todos buscamos e, para isso, temos que desafiar um dos grandes vilões da atualidade: o estresse. Esse desgaste negativo do organismo é um dos causadores do envelhecimento precoce, um processo evidente na pele.

O envelhecimento cutâneo é influenciado por inúmeros fatores. Existem os que envolvem características genéticas da pele (cor, hidratação, oleosidade, hipersensibilidades), fatores extrínsecos ambientais (quantidade de luz incidente, clima, condições do meio) e os ligados ao estilo de vida (qualidade da alimentação, ritmo de atividade e repouso, tabagismo, etilismo e o já citado estresse). A moderna Dermatologia é capaz de atuar nessas questões, atenuando e prevenindo sinais, dentro desse processo biológico inexorável. Porém o estresse, numa escala crescente, muitas vezes impede resultados favoráveis de tecnologias e procedimentos dedicados à pele.

Além de incluir hábitos saudáveis no estilo de vida, a cultura de prevenir danos deve ser difundida. A falta de tempo, muitas vezes apontada como causadora do estresse, faz com que também se adie consultas preventivas. Com frequência o Dermatologista recebe pacientes de mais de 60 anos debutando nessa especialidade, “e eu só marquei consulta porque apareceu esta mancha”. A visita ao médico que cuida da pele deve ser realizada o quanto antes, para aprender a proteger a pele das agressões do meio, retardando sinais do tempo e evitando lesões sugestivas de malignidade.

Assim, é muito importante praticar intervenções redutoras do estresse o máximo possível, porque o que se passa no nível celular sob ação do estresse não é favorável para a saúde a longo prazo. Não adie cuidar da pele e de toda saúde – seja feliz por completo. Quando as pessoas se surpreendem com o aspecto mais jovem de alguém com mais idade é porque estão acostumadas com o desgaste prematuro. Na verdade, deveriam surpreender-se com o fato de alguém mostrar mais idade do que tem. Qual a versão que seu espelho revela?

Dra. Cíntia Marchi Bicudo
Dermatologista Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica
Especialista em Cirurgia Dermatológica e Tricologia

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Cíntia Marchi Bicudo

A melhor pele na melhor idade

Com o aumento da expectativa de vida, entender o que acontece com a pele no processo de envelhecimento é importante para protegermos o maior órgão do corpo.

A intensidade desse processo depende de fatores internos e externos. A própria passagem do tempo, que inclui variações hormonais, associada à constituição genética, hábitos alimentares, exposição ao sol ou doenças de outros órgãos contribuem para a modificação da pele. Dentre as principais alterações, citamos uma menor adesão entre as células, conferindo menor resistência a traumas e função de barreira diminuída. Há também menos colágeno, elastina e outras substâncias, em especial ácido hialurônico, repercutindo em flacidez, rugas e pele fina. A diminuição na taxa de renovação celular eleva o tempo de cicatrização das feridas, que pode chegar a duas ou três vezes mais do que o de uma pessoa jovem.

Diante de uma composição modificada, os cuidados também devem ser diferenciados, atendendo essa transformação de forma plena e garantindo a integridade do tegumento.

– Hidratação cutânea:

O ressecamento cutâneo leva a coceira, uma queixa muito comum nessa faixa etária. Além da diminuição da atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, a disfunção hormonal e também alterações da tireóide são causas de pele seca. Além de realizar exames específicos, a rotina diária deve incluir o uso de hidratantes, principalmente após o banho. Prefira texturas em cremes, que ajudam a hidratar e dar mais luminosidade à pele. Beber água também hidrata a pele, e na terceira idade tende-se a sentir menos sede; a dica é tomar água mesmo sem vontade, a não ser que haja alguma restrição hídrica.

– Controle da exposição solar:

A pele mais fina torna-se mais vulnerável às agressões da luz ultravioleta, incluindo o câncer de pele. Além disso, os raios solares aceleram o envelhecimento. Por isso, não descuide da proteção solar diária com o filtro.

– Ativos para a diminuir as rugas e a flacidez:

A redução progressiva das fibras de sustentação da pele a deixam enfraquecida e sem elasticidade, além de perder o tônus e o volume facial. Os cremes anti-idade e alguns tratamentos que estimulam o colágeno podem ajudar a minimizar esse efeito. Procure manter uma rotina de aplicação de produtos específicos para a pele madura.

– Atenção para manchas e lesões:

Com a pele mais vulnerável, várias lesões cutâneas podem surgir, desde manchas provocadas pelo sol, até erupções causadas por medicamentos. É importante sempre ser avaliado por um dermatologista.

O tempo não para. Assim, cuidar de nossa pele faz com que essa transformação seja gentil, a fim de alcançarmos uma aparência que satisfaça nosso espelho na melhor idade.

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Cíntia Marchi Bicudo

Queda de cabelo pós parto

Durante a gravidez, a elevação de hormônios é responsável por diversas alterações no organismo da mulher. Nesse período, os cabelos tornam-se mais volumosos e fortes; porém, com a chegada do bebê, inicia-se uma fase chamada queda de cabelos pós-parto, que tanto preocupa as recém-mamães.

Essa queda de cabelos começa cerca de um a três meses após o parto e, na verdade, é um dos sinais de que o organismo está reajustando seu equilíbrio hormonal. Cada fio do cabelo apresenta um ciclo natural de desenvolvimento, em que o fio cresce e por fim cai. Na gestação, a fase de crescimento exibe uma duração maior, o que faz com que o cabelo fique mais cheio. Após o parto, o ciclo capilar finalmente se completa, ou seja, os fios que se desprendem nesse período são aqueles que não caíram nos últimos meses.

A intensidade da queda de cabelos pode variar entre uma mulher e outra, principalmente se houver algum nível de estresse associado – o que geralmente ocorre! -, seja devido ao procedimento do parto ou ao início da amamentação.  O importante é tranquilizar-se, pois esse é um processo benigno e em geral é auto-limitado, com posterior reposição dos fios perdidos.

No entanto, algumas doenças podem prolongar e piorar a queda de cabelos. Assim, torna-se imprescindível o acompanhamento com um dermatologista especialista em cabelos a fim de descartar distúrbios que podem estar presentes. Além disso, uma queda brusca de fios pode ser o gatilho para o início da calvície, principalmente em mulheres com predisposição genética. Nesses casos, uma avaliação completa, associada a exames específicos, podem diagnosticar o que realmente está acontecendo no couro cabeludo.

O cabelo faz parte da auto-estima de toda mulher, assim é importante cuidar antes, durante e após a gestação. Adotar hábitos saudáveis, como dieta equilibrada, ingestão hídrica adequada e até suplementos alimentares podem ser necessários, porém sempre com orientação médica! Com todos esses cuidados, além da queda não ser excessiva, os fios novos crescerão saudáveis e fortes, garantindo bem estar para esse período tão especial.

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Cíntia Marchi Bicudo

Botox contra depressão

A moderna Dermatologia traz inúmeros tratamentos para o rejuvenescimento, dentre eles a consagrada toxina botulínica para amenizar rugas e linhas de expressão. No entanto, o uso da toxina botulínica vai além da finalidade estética e, dentre os seus benefícios, está o uso no tratamento da depressão.

A depressão afeta mais de 120 milhões de pessoas no mundo, com prejuízo na qualidade de vida. Apesar de vários tratamentos disponíveis, em muitos casos a resposta é insatisfatória, tornando-se uma condição crônica e, dependendo do grau, até incapacitante. Em estudos envolvendo voluntários diagnosticados com depressão, os sintomas depressivos apresentaram uma melhora cinco vezes maior nos pacientes tratados com botox.

Isso porque muitas vezes acreditamos que somente a emoção modifica o rosto, mas nossas mímicas faciais também influenciam nosso humor. Através desse raciocínio, surgiram pesquisas com o uso de botox para tratar a depressão. Pessoas que sofrem de depressão geralmente apresentam uma expressão carregada. Como o botox age paralisando a musculatura da testa, consequentemente bloqueia a influência negativa da face no humor.

A aplicação de toxina botulínica, realizada de forma segura por médico dermatologista capacitado, traz um resultado que proporciona um bem-estar pela pessoa sentir-se mais jovem e bonita e, portanto, mais feliz. O interessante é saber que, além desse benefício estético, o uso no tratamento da depressão também regula o estado emocional através de outros mecanismos de ação mais complexos, que são estimulados em situações de estresse e ansiedade e que a toxina botulínica atua impedindo sua liberação. Assim, entende-se que sorrir e estar satisfeito com nossa imagem são, realmente, poderosos remédios.

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