Programa Antitabagismo inicia novas turmas em Rio Preto

O Programa Antitabagismo, promovido pela Prefeitura de Rio Preto, inicia no mês de junho novas turmas, com pessoas que desejem parar de fumar. Um deles é o motorista Paulo Funaro, que fuma há 22 anos. “Já tentei parar três vezes, mas sempre acabo voltando. Quando vim a uma consulta na unidade de saúde, vi o cartaz sobre o grupo e me inscrevi. Agora, espero que eu pare, já que temos um acompanhamento médico e psicológico”, diz.

O programa existe desde 2011 e atualmente funciona em seis unidades básicas de saúde: Estoril, Jardim Americano, Rio Preto I, Santo Antonio, Solo Sagrado e Vila Toninho. O tratamento completo inclui dez encontros em grupo, com duração total de quatro meses. Durante esse tempo, os pacientes compartilham a rotina com outros participantes e são orientados pela equipe, formada por psicóloga, médica e enfermeira.

Durante os encontros, são trabalhados temas como as dependências química e psicológica e a mudança de hábito. “Os participantes já ficam sem o cigarro desde o início do tratamento, que prevê, também, a prevenção de recaídas. O apoio psicológico funciona como uma motivação. Às vezes, eles ficam deprimidos por não terem um substituto para o cigarro. Então, esse auxílio é fundamental”, explica a psicóloga responsável, Maria Isabel Cerva.

O programa também fornece medicamentos, de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde. “A princípio, os pacientes recebem adesivos de nicotina, que auxiliam na redução da abstinência a essa substância. Depois, fornecemos outros medicamentos, de acordo com a necessidade de cada paciente”, completa.

No ano passado, a dona de casa Maria Cândida Silva participou do grupo, na UBS Solo Sagrado. Ela havia fumado durante 44 anos e fez várias tentativas para largar o cigarro. Foi só no final do ano, após frequentar todos os encontros, que conseguiu. “Hoje tenho mais disposição, tenho mais fome e sinto melhor o sabor dos alimentos. O trabalho do grupo é fundamental para o sucesso do tratamento”, afirma.

De acordo com a psicóloga, 50% dos participantes conseguem parar de fumar. Mas, há os que abandonam o tratamento. “Alguns acabam desistindo porque acreditam que o medicamento é suficiente, mas precisam ter consciência de que é necessário mudar hábitos e comportamentos. Essa taxa, no entanto, é muito positiva, até para os dados do Ministério da Saúde. Comemoramos cada paciente que larga o cigarro. E acreditamos que a palavra-chave é motivação”, finaliza.

Para saber mais sobre os grupos antitabagismo da prefeitura de Rio Preto, interessados podem se informar na recepção das unidades que oferecem o programa, ou pelo telefone 3216 9758. O programa é totalmente gratuito.

 

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