Onde a vaidade nos leva

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Do que são feitos os sentimentos humanos? Por que eles nos fazem rir ou chorar?

Lidar com as emoções e manter o equilíbrio sobre coisas e pessoas não é nada fácil. Bom seria poder dizer: “Sou feito de uma alma leve e pura, que traduz a essência do meu interior, meu corpo reflete a solidez dos pensamentos positivos que garantem meu sorriso, minha fé e minha alegria.”

Ninguém sabe sobre todas as coisas, o aprendizado é constante e infinito. Mas é preciso querer. Um sentimento que atrapalha a evolução do ser terreno é a vaidade. Ela demonstra um excesso de autoconfiança que nem sempre existe e impede que a humildade sinta-se em casa. A vaidade e o orgulho se confundem e andam lado a lado, estando, involuntariamente, ligados ao fracasso pessoal. É um bloqueio na capacidade de autoconhecimento, não se permitindo errar e cobrando de si mesmo resultados irreais.

A humildade transita na contramão da vaidade. Pessoas humildes têm empatia, ensinam e aprendem, doam e compartilham. O vaidoso cria um personagem que representa quem ele não é, deteriora sua imagem, não assume seus erros e se considera autossuficiente. Na verdade, vive em função do que outras pessoas vão pensar sobre o que ele é ou faz, não se importando com a felicidade de sua existência.

A falsa ideia de que é um líder dá ao vaidoso a certeza da onipotência, mas a despeito da verdade ele não lidera nem seus próprios sentimentos, sua necessidade de ser bem avaliado e aceito por terceiros, enterra, de forma lenta e progressiva, o sucesso que tanto almejou.
Em seu livro “Sobre a vaidade”, o filósofo do século XVI Montaigne afirma “Seja o que for, artifício ou natureza, isso que nos imprime a condição de viver da comparação com outrem, faz-nos muito mais mal que bem. Privamo-nos daquilo que nos é útil para atender às aparências e à opinião dos outros. Não nos importa tanto saber o que é nosso ser em si e em efeito quanto saber o que é ele para o conhecimento público. As próprias riquezas do espírito e a sabedoria nos parecerão infrutíferas se só forem desfrutadas por nós, se não forem produzidas para a vista e aprovação alheia.” (MONTAIGNE, 1998, p. 19).

Afinal, onde a vaidade nos leva? O caminho da vaidade e do orgulho é estreito e leva o homem a esconder seus fracassos e defeitos embaixo do tapete, sem se dar conta de que todos à sua volta já sabem sobre sua vida medíocre e mentirosa, corrompida pelo vício da vaidade contemporânea, não permitindo a ele viver a vida plenamente.

Desconstrua a vaidade e seja feliz com todas as verdades da vida. Uma linda e vitoriosa semana a todos.

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