O poder da intolerância

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Tragédias e crimes passionais são notícias comuns do nosso dia a dia, mata-se por vingança, ciúmes, acerto de contas e também porque a cor dos olhos não agradou ou a roupa não está adequada, ou seja, mata-se por nada. A vida humana perdeu o valor e a morte se tornou constante. A intolerância está presente na maioria dos casos de morte por motivo banal, não se dá o direito de resposta, quem mata tem pressa de vingança e quem morre não tem direito à defesa.

Os casos que envolvem vítimas como mulheres, homossexuais, crianças, negros e idosos chocam a população, a chamada minoria é vitimada por intolerância e preconceito das pessoas que acreditam em uma certa superioridade. O respeito ao próximo não existe mais, a agressão não tem motivo e mesmo que tivesse a quem pertence o direito de tirar a vida de alguém?

Não há quem tema à Deus ou à justiça? Não há quem pense nas famílias despedaçadas? Mães, filhos, pais de família, gente que teve o direito da vida ceifado por inconsequentes destemidos. Até onde vai o poder da intolerância de pessoas que têm o revólver nas mãos, a faca em punho, o ódio no olhar?

Somos seres finitos na Terra, mas temos o pleno direito da vida, o livre arbítrio é de todos, inclusive dos que matam e o direito à vida também é de todos, inclusive dos que morrem. Aos olhos de um filho sem pai, quem garante o direito da vida?

Durante nossa passagem na Terra, aprendemos sobre o amor, respeito e tolerância, nosso legado é propagar a importância da vida humana e sua evolução espiritual. O que se pode dizer então sobre quem mata um inocente? Que não aprendeu a lição? Que seu espírito não evoluiu?

Acredito que a intolerância está enraizada nos conceitos (ou preconceitos) da sociedade, aprendemos como ser tolerantes, mas nem sempre agimos como tal. O respeito ao próximo e às suas escolhas devem ser atribuições da educação que vem de casa, vinculado ao caráter.

A intolerância deve ser extirpada, precisamos de atitudes que eleve nosso pensamento e nos permita viver sem medos, traumas e angústias. Queremos que nossa morte seja digna, mas que antes disso, possamos viver plenamente sem riscos de morrer de intolerância.

Muita paz nesta semana.

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