Na direção da saúde

São muitos os fatores que nos fazem adoecer e acreditamos estar longe, muito longe deles. Nosso corpo é constituído por milhares de células que ao nascer, já sabem qual caminho a seguir e qual direção tomar. As células do nosso corpo percorrem caminhos complexos e realizam funções para nos manter vivos e com saúde; cada célula permanece no corpo tempo suficiente para ajudar os sistemas do organismo até que ocorra a apoptose, morte celular programada, necessária para a renovação das funções orgânicas e metabólicas.
Certo dia, comparei a vida humana na Terra com a das células no corpo e conclui que o ser humano deveria ser como as células – que nascem e se dedicam à vida, lutam contra inimigos e agressores para estabelecer o bem comum, cumprem sua função sem perder tempo com o desnecessário, porque sabem que em breve a apoptose ocorrerá, mas que antes disso é preciso ser útil e absolutamente necessária para a vida.
Adoecemos porque somos humanos, temos fraquezas que nos deslocam para longe do que é realmente importante na vida. Talvez, se fossemos como as células, viveríamos intensamente até o dia de nossa “apoptose”. Os objetivos da vida humana seriam cumpridos, sem escala para a inveja, maldade, preconceito, violência e todas as injúrias que adoecem o corpo.
O ser humano não cumpre seu papel na Terra porque se comporta como uma célula geneticamente modificada, que destrói as outras mesmo que isso não lhe garanta algum benefício. Devemos refletir sobre a saúde, que é definida não somente como ausência de doença, mas principalmente como um estado completo de bem estar físico, social e emocional. São muitas as opções para curar o corpo e a alma. Podemos ouvir música para curar a angústia, praticar caridade para alimentar o espírito, perdoar os inimigos para neutralizar a mágoa. Porém, este caminho de cura depende da escolha de cada ser humano e talvez por isso a doença não cesse, pois remissão e altruísmo estão implícitos em nosso DNA.
Estamos indo na direção contrária da saúde: o excesso de trabalho, vaidade e ambição não nos permite ter boa qualidade de vida e evolução espiritual. Tentamos ser quem não somos, subtraímos do outro o que não nos pertence e isso inclui a alegria, espontaneidade e bens materiais; enquanto vivemos uma vida paralela, com dinheiro e um bom emprego, ao nosso lado estão pessoas miseráveis e sem oportunidades na vida. Essa atmosfera que nos cerca e nos adoece e então morremos, dotados do orgulho e egoísmo.
O ser humano negligencia seus valores físicos e emocionais, alguns passam pela vida sem evoluir espiritualmente chegando à “apoptose” sem ter feito nada entre o nascer e morrer que não fosse em benefício próprio.
Escolhi ser profissional da saúde e a Fisioterapia me ensinou, ao longo de 20 anos que é importante reabilitar e restabelecer funções físicas do paciente, mas se não houver empatia, dedicação, verdade e amor no processo do cuidar, então o ser humano morre, de corpo e alma.
Convido a todos para acompanhar minha coluna, que vai proporcionar ao leitor a possibilidade de refletir sobre a saúde de um ponto de vista que inclui corpo, alma e coração, sempre na direção da saúde.

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