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Mulher luta para próteses oculares serem oferecidas pelo SUS

Amália Barros, que dá nome a um projeto de lei, mostra sua prótese ocular

Amália Barros, que dá nome a um projeto de lei, mostra sua prótese ocular
Arquivo pessoal

A jornalista Amália Barros, 34, vem lutando pela representatividade das pessoas monoculares (pessoas que têm apenas um olho) e pela inclusão da prótese ocular na lista de próteses oferecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Com a ajuda do senador Rogério Carvalho, que também é monocular, o projeto de lei Amália Barros, que regulariza os monoculares como deficientes físicos em todo o Brasil e inclui a prótese ocular no rol de próteses oferecidas pela rede pública, está em tramitação no Senado.

Tudo começou quando Amália perdeu sua visão de maneira repentina, em 2006. “Da noite para o dia, literalmente, eu acordei sem enxergar. Por conta de uma toxoplasmose eu fiquei sem a visão e desenvolvi uma uveíte [inflamação que acomete uma das camadas do olho]. Comecei a tratar com remédios, mas desenvolvi uma hepatite medicamentosa, e tive que parar de usá-los. Nisso, tropecei em um degrau e, com o choque, minha retina descolou. Foram 11 operações até que, na 12ª cirurgia, que ocorreu em 2016, tirei todo o meu olho”, conta.

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Segundo a jornalista, com todos os problemas que ocorreram, seu olho atrofiou e o tamanho diminuiu e, assim, fez todas as cirurgias na tentativa de recuperar a visão. Após a retirada, o médico de Amália preencheu a fenda com um pouco de gordura retirada da barriga dela e, depois de dois meses, colocou a prótese ocular.

“A necessidade da prótese ocular se dá quando o paciente nasce sem um olho, nasce com um olho menor que o outro ou porque ele não funciona ou, ao longo da vida, a pessoa pode perder a função desse olho ou todo o globo ocular, seja por doenças oculares, traumatismos, tumores intraoculares, infecções graves e perfuração do olho”, afirma a oftalmologista Cristiane Okazaki, da H.Olhos, hospital especializado em oftalmologia em São Paulo. 

Prótese ocular de Amália

Prótese ocular de Amália
Arquivo pessoal

Por ter passado muito tempo com problemas no olho, Amália já tinha se aceitado com a deficiência, e quando colocou a prótese estranhou muito. “No começo eu me achava esquisita, não queria que minha mãe e que meu marido (namorado, na época) me vissem com a prótese, e eu chorava muito. Depois de uns três dias comecei a me acostumar e aceitar, e, após algumas semanas, eu já tinha me adaptado para me maquiar com a prótese”, afirma.

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De acordo com a oftalmologista, existem dois tipos de próteses oculares, sendo a primeira uma prótese esférica feita com uma material chamado porex, e que constitui volume, sendo colocada por meio de cirurgia e geralmente sem troca da prótese.

Já a segunda prótese é feita com uma lente rígida, com acrílico, parecida com uma lente de contato, que pode ser retirada para limpeza, e sua produção é feita de maneira particular e individualizada para cada paciente, adaptando cor e volume do olho conforme as características daquela pessoa.

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No caso de Amália, foi utilizada a segunda opção. Ela conta que pagou cerca de R$ 1.500, preço que considera acessível. Porém, ao compartilhar sua história, percebeu que muitas pessoas não tinham acesso às próteses. “Com meu Instagram, consegui fazer campanhas para oferecer próteses a algumas pessoas, mas não consigo ajudar todo mundo. O que mais mexeu comigo foram os casos de crianças, porque elas precisam trocar de próteses regularmente para acompanhar o desenvolvimento do rostinho, e uma família que recebe um salário mínimo não consegue arcar com essa despesa. Foi aí que comecei a tentar chamar a atenção de algum político para criar uma lei para isso e para unificar o reconhecimento da deficiência em todo o país”, afirma.

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Cristiane afirma que, em casos de crianças pequenas que sejam monoculares, a falta do olho pode fazer com que haja um desenvolvimento menor do rosto e atrofiar um dos lados da face. Já pessoas mais velhas não apresentariam problemas faciais, mas a falta do globo pode ocasionar problemas psicológicos para aquele paciente.

Amália conseguiu contato com o senador em fevereiro deste ano e, um mês após a conversa, a jornalista seguiu para Brasília para protocolar o projeto. De acordo ela, Carvalho afirmou que batizaria a lei com seu nome como uma homenagem por conta da representatividade que ela oferecia a esses deficientes.

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Desde então, inúmeros políticos, como José Serra e Romário, já declararam apoio à lei. Artistas, como o grupo Sorriso Maroto e a dupla sertaneja Matheus e Kauan, também apoiaram a causa. No portal do Senado há uma consulta pública, na qual é possível votar se é à favor ou contra a lei.

Em nota, o Ministério da Saúde alegou que o SUS oferece a prótese para recomposição estética para pessoas que tenham visão monocular em casos que tenham nascido sem o olho ou tiveram de retirá-lo devido a problemas oftalmológicos e sistemas telescópicos com ampliações. Segundo o Ministério, a prótese ocular deve ser solicitada pelo médico local que, com auxílio de uma junta médica, avalia o caso e faz a requisição da prótese para o gestor local, seja ele município ou estado.

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Museu da Imagem e do Som realiza duas oficinas gratuitas de animação em Votuporanga

Os encontros são voltados para crianças a partir de 7 anos; e acontece na quinta-feira (18/07), em dois horários, às 8h e às 14h

A próxima quinta-feira (18/07) será de muita animação para crianças a partir de 7 anos. O Museu da Imagem e do Som (Pontos MIS) em parceria com a Prefeitura de Votuporanga, por meio da Secretaria da Cultura e Turismo, realizará duas oficinas de animação com Marta Russo. Serão disponibilizadas 20 vagas para cada, uma no período da manhã e outra, diferente, no período da tarde. A participação é gratuita. 

A primeira oficina acontece das 8h às 12h, com o tema: “Ligados em Animação!”. Durante as atividades, os participantes vão aprender utilizar o celular para produzir filmes com a técnica do stop motion. Depois da criação dos roteiros e storyboard é hora de confeccionar os personagens em massa de modelar para, então, “dar vida” a esses personagens fotografando e movimentando quadro a quadro.

Para isso, serão utilizados aplicativos gratuitos que possibilitam a edição de som, das imagens e o compartilhamento dos filmes. A segunda, das 14h às 18h, intitulada “Luz, Câmera, Papel e Animação!”, é uma oficina de animação 2D, também conhecida como “cut out” ou de recorte. Será realizado um filme de animação stop motion (quadro a quadro) utilizando papel, revistas e fotos para confecção de personagens, adereços, planos e cenários. Os participantes aprenderão sobre os princípios básicos da animação através da exibição de brinquedos ópticos e vivenciarão todas as etapas da produção de um filme de animação desde storyboard, criação de roteiros e de personagens, captação de imagem (movimento) e edição.

As oficinas serão no Centro de Cultura e Turismo, localizado no Parque da Cultura, na Avenida Francisco Ramalho de Mendonça, 3112, Jardim Alvorada. As inscrições podem ser feitas antecipadamente, no mesmo local, ou pelo telefone (17) 3405-9670 (ramal 208). 

Marta Russo

A oficineira Marta Russo é formada em Artes Visuais e pós-graduada em Educomunicação na ECA – USP. É produtora e educadora da Matiz Filmes Produções desde 2001 e coordena oficinas de animação stop motion em escolas, unidades do Sesc, casas de cultura e Organizações Não Governamentais (ONGs). É também produtora e relações públicas da Maurício de Sousa Produções e atuou em escolas, ensinando sobre desenho animado e histórias em quadrinho. Como redatora, colaborou na revista Sítio do Picapau, da Editora Globo, e também produziu curta-metragens, filmes publicitários e programas educativos para a TV. Atua ainda como professora da disciplina Meios e Comunicação em uma escola particular da cidade de São Paulo e na ONG Projeto Criador.

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Policial militar da região é assassinado na capital

FÁBIO JÚNIOR LISBOA QUE ESTAVA DE FOLGA, TENTOU PRENDER DOIS CRIMINOSOS QUE ASSALTAVAM UM BAR NO CAPÃO REDONDO, NA ZONA SUL DE SÃO PAULO, QUANDO FOI ALVEJADO NAS COSTAS. 

Na noite de ontem (16), o policial militar Fábio Júnior Lisboa, 33 anos, nascido em Santa Rita D`Oeste/SP, foi assassinado enquanto tentava prender dois criminosos que assaltavam um bar, no bairro Capão Redondo, zona sul de São Paulo. 

De acordo com informações, os dois bandidos entraram no bar, renderam clientes e funcionários e exigiram entrega de celulares, joias e dinheiro. Fábio, que estava de folga, percebeu o assalto quando chegava no estabelecimento. 

Ao tentar prender os criminosos, houve troca de tiros e o policial acabou sendo atingido por dois tiros nas costas. Os ladrões fugiram depois do policial cair no chão. Fábio chegou a ser encaminhado para o pronto-socorro em M’Boi Mirim, mas não resistiu a gravidade dos ferimentos e morreu. 

O caso será investigado pelo 47º Distrito Policial, no Capão Redondo. Fábio deixa mulher grávida e um filho de 16 anos. 

Fonte: Votunews

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Congresso de Educação terá minicursos na Cidade Universitária

Encontros são ministrados por profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente e abrangem diversos temas

 

Entre os momentos mais aguardados pelos cerca de 2,2 mil educadores participantes do 6º CIENP – Congresso Internacional de Educação do Noroeste Paulista estão as oficinas ministradas por profissionais de todo o país das mais diversas áreas. Até esta sexta-feira, 60 minicursos estão sendo oferecidos na Cidade Universitária da Unifev, além de palestras no Centro de Eventos “Valério Giamatei” (Ilha do Pescador).

 

A partir do tema central “Competências Socioemocionais e os Processos Educativos para o Século XXI”, os encontros práticos abordarão áreas como Competências Socioemocionais, Inovação e Tecnologia, Metodologias Educacionais, Ensino-aprendizagem, Educação Especial, Gestão Educacional, Desenvolvimento Infantil, Ludicidade, Profissão Docente, Arte, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática, Currículo, Educação Infantil, Literatura e Língua Inglesa.

 

 “Nossos educadores começaram esse encontro já na tarde desta quarta-feira e seguem nesta atividade até sexta. No total, cada um participará de três oficinas. As temáticas são atuais e apresentadas por realidades que eles vivenciam em sala de aula, por isso são tão importantes e agregam valor no processo de ensino-aprendizagem”, comentou Ederson Marcelo Batista, coordenador executivo do ADE Noroeste Paulista – Arranjo de Desenvolvimento da Educação.

 

6º CIENP

 

Este ano, o CIENP, que começou nesta quarta-feira (17/7) e segue com programação até sexta-feira (19/7), tem como tema “Competências Socioemocionais e os Processos Educativos para o Século XXI”, com palestras com Leandro Karnal, Nino Paixão, Fernando Moraes e Luciana Brites, no Centro de Eventos Valério Giamatei (Ilha do Pescador). A programação também inclui oficinas/minicursos na Cidade Universitária da Unifev. O encerramento da programação será com o musical circense “O Rei do Show”.

 

O CIENP, idealizado pelo ADE Noroeste Paulista, é organizado em parceria com a Unifev, o IFSP de Votuporanga e a AMA – Associação dos Municípios da Araraquarense, com o apoio da SOMOS, Editora Moderna, Starb, NeuroSaber, Undime SP, Oficina Municipal, Cenpec, Senac Votuporanga, Método Uniformes, Tenda Digital, Fábrica de Produtos, Pé com Pé, Boquinhas, Faperp, FATD Consultoria, Senac, Aport, Cern Coaching & Mentoring, Brick Solutions, Piraporiando, Plataforma Um, Programa Semente, Editora Pindorama, Arth Móveis e CIEE.

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