Mais de 380 bolsistas passam pelo projeto Votuporanga em Ação em 2017

A Secretaria de Direitos Humanos mantém os projetos Votuporanga em Ação 1 e 2, que têm como objetivo oferecer ajuda emergencial às famílias que no momento passam por vulnerabilidade social.

Em janeiro deste ano, o projeto Votuporanga em Ação 1, que atende bolsistas trabalhando 8h por dia e que recebem um salário mínimo mais cesta básica, foi passado da Secretaria da Assistência Social para os Direitos Humanos. Por sua vez, a Secretaria de Direitos Humanos mantinha e administra até hoje o projeto Votuporanga em Ação 2, destinado a atender pessoas em situação de rua, público LGBT, deficientes físicos, egressos do sistema prisional, dependentes químicos e assemelhados. Estes bolsistas trabalham meio período, recebem meio salário mínimo e uma cesta básica.

Reestruturação

O projeto Votuporanga em Ação 1 passou por reestruturação pelo prefeito João Dado, permitindo mais contratações.

Recentemente durante o 2.º Seminário da Consciência Negra realizado pela Secretaria de Direitos Humanos, o prefeito anunciou o projeto de lei que amplia o número de vagas. Ele foi votado e aprovado na sessão da última segunda-feira (16/10) pelos vereadores da Câmara Municipal.

Sendo assim, 10 novas vagas foram abertas, aumentando para 210 o número de vagas,  suprindo a demanda da Secretaria Municipal da Educação. Portanto, 190 vagas permanecem à disposição da administração direta e 20 da indireta. 

Das 190 vagas a disposição da administração direta, 110 serão para o trabalho temporário existentes de período integral (8 horas/dia) e 80 vagas para meio período (4 horas/dia); as 20 vagas da administração indireta também deverão cumprir jornada integral diária. 

Dados

Neste ano, até outubro, foram contratados 381 pessoas nos dois projetos. Entretanto, existiram vários desligamentos ou desistências. Do total de saídas, foram 173. Os desligamentos ocorreram por vários motivos, entre eles, ou arrumaram emprego com carteira assinada ou não se adequaram às leis do projeto.

Perfis

O secretário Emerson Pereira destaca que durante este ano passaram no Votuporanga em Ação 2, 132 bolsistas. Deste número, 36 foram desligados e 35 solicitaram desistência.

Foram contratadas 24 pessoas que declararam integrar o público LGBT, 33 egressos do sistema prisional, 12 profissionais do sexo, 33 dependentes químicos/álcool, 8 deficientes físicos e 22 em situação de rua. Estes dados estão sujeitos a alterações, uma vez que um bolsista pode se enquadrar em dois ou mais perfis.

“Muitas pessoas que não são aceitas pela sociedade veem no projeto o recomeço de tudo. Resgatamos a dignidade oferecendo essa vaga de trabalho, a bolsa auxílio e a cesta básica. Vale lembrar que o projeto é uma ajuda temporária, que possibilita que as famílias sejam atendidas e que possam melhorar na vida”, falou.

 Lista de espera

Existe atualmente uma grande lista de interessados em participar dos projetos Votuporanga em Ação 1 e 2. Desde dezembro do ano passado, mais de 1.200 pessoas aguardam ser chamadas para trabalharem na municipalidade ou entidades parceiras.

“Seguimos a lei onde nos é orientado a ajudar mães que são arrimo de família, ou seja, que cuidam da casa e dos filhos; que estejam desempregados; que residam há pelo menos dois anos no município e trabalhadores acima de 22 anos a 65 anos”, explicou o secretário Emerson Pereira.

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