Influenza ou gripe, a falta de prevenção e tratamento adequado pode matar?

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Influenza ou gripe é uma infecção viral aguda do trato respiratório, comunitária, com distribuição global e elevada transmissibilidade.

O agente etiológico da gripe é o Myxovirus influenzae, também denominado vírus Influenza.
A transmissão ocorre por contato direto (pessoa-pessoa) ou através de superfícies ou objetos contaminados (indireta). A transmissão direta ocorre através de gotículas de aerossol (> 5 micras de diâmetro) expelidas durante o ato de espirrar, tossir ou falar de indivíduo infectado. A pessoa com Influenza pode transmitir o vírus a outras pessoas até aproximadamente a 1 metro e meio de distância. Essa disseminação ocorre mais facilmente em ambientes fechados, sobretudo no inverno, quando as pessoas ficam por mais tempo juntas.

Transmissão indireta – uma pessoa pode adquirir Influenza ao tocar com as mãos, uma superfície ou um objeto contaminado com o vírus da Influenza e em seguida tocar os olhos, boca ou nariz. Estudos têm demonstrado que o vírus da Influenza pode sobreviver por 24 a 48 horas em superfícies como mesas de cafeterias, livros, superfícies rígidas, teclado de computador, maçanetas e mesas de escritório. Lavar as mãos com frequência ajuda você a reduzir as chances de se contaminar a partir desses objetos e superfícies.

Quais as medidas para reduzir a transmissão da Influenza?
– Vacinar anualmente.
– Boas práticas de Higiene: Higienização das mãos com água e sabão ou usar álcool-gel a 70%.
– Evitar manipular lenços ou objetos usados por uma pessoa doente.
– Utilizar lenço descartável ao espirrar, tossir ou falar e jogar o lenço no lixo após o uso.
– Pessoas doentes devem permanecer em casa, evitando ir ao trabalho ou à escola.

Se não tiver lenços de papel, use o cotovelo ao tossir ou espirrar e, em seguida, lave as mãos.
Caso seja necessário ir a uma Unidade de Saúde, comunique que está gripado e solicite uma máscara cirúrgica para evitar a transmissão para outras pessoas.

Qual o período de incubação da Influenza?
De 1 a 4 dias. Um único indivíduo infectado pode transmitir a doença para um grande número de pessoas suscetíveis.

Qual o período de transmissibilidade?
Pode variar de 1 dia antes do início dos sintomas e até 7 dias após o início dos sintomas; entretanto, os indivíduos afebris há mais de 24 horas não apresentam mais um risco importante de transmissão na comunidade. Esse período depende da idade e de doenças que a pessoa possua. Em crianças e em pacientes imunossuprimidos, esse período pode ser mais prolongado.

Complicações mais frequentes da Influenza são :
• Pneumonias Bacterianas Secundárias
• Pneumonia Viral Primária
• Miosite
• Miocardite
• Pericardite
• Síndrome de Guillain-Barret
• Encefalite
• Mielite transversa

Como é feito o tratamento?
O antiviral Oseltamivir quando indicado deve ser utilizado preferencialmente nas primeiras 48 horas pois quanto mais precoce maior a eficácia. Em pacientes hospitalizados os estudos mostraram algum benefício na redução da mortalidade em pacientes que iniciaram o tratamento até 96 horas. Portanto, iniciar o tratamento mesmo sem o resultado do exame para detectar vírus da Influenza. Atentar para as interações medicamentosas, as contraindicações e os efeitos colaterais.

Quem deve tomar a vacina?
Todas as pessoas deveriam se vacinar, exceto crianças abaixo 06 meses. Não existe nenhuma contraindicação a pessoas saudáveis, fora do grupo de risco, fazer uso da vacina. Todas as crianças abaixo de nove anos de idade, que estejam tomando a vacina para Influenza pela primeira vez, devem receber duas doses com um mês de intervalo.

Quem é considerado grupo de risco para receber a vacinação oferecida pelos Serviços Público de Saúde?
Crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas, trabalhador de saúde, povos indígenas, indivíduos com 60 anos ou mais de idade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas, pacientes imunossuprimidos ou que estejam fazendo uso de medicações imunodepressoras. Crianças e adolescentes dos 6 meses aos 18 anos que estejam recebendo terapia prolongada com aspirina e, portanto, estejam sob risco de desenvolver Síndrome de Reye, após adquirir a Influenza. Neste ano o Ministério da Saúde ampliara a vacinação para os professores.

Há diferenças entre Influenza e Resfriado?
Sim. Influenza e Resfriado são doenças distintas, causadas por vírus diferentes, mas que apresentam vários sintomas em comum. . A Influenza e o Resfriado são infecções respiratórias causadas por vírus. O agente etiológico da gripe é o Myxovirus influenzae, também denominado vírus Influenza. O resfriado é causado por algumas espécies de vírus: Rinovírus (principal causa dos resfriados), Adenovírus, Vírus Sincicial Respiratório, Coronavirus, Echovirus e Paramixovirus.
Os sinais e sintomas dos resfriados aparecem dois ou três dias após a exposição ao vírus. Os mais comuns são: coriza, espirros, tosse, dor de garganta, lacrimejamento, moleza, febre baixa e de curta duração. É importante se fazer o diagnóstico diferencial com o da gripe, pois é uma doença bem mais grave.

Há alguma diferença entre gripe sazonal (gripe comum) e a gripe causada pelo H1N1?
Não. Os quadros clínicos são os mesmos. Entretanto, a infecção grave com a necessidade de internação ou com complicações fatais é significantemente maior nas infecções causadas pela Influenza A (H1N1) que nas causadas pela Influenza B.

As situações reconhecidamente de risco para o desenvolvimento de formas graves e de óbito da Influenza gripe H1N1 são: gestação, idade menor do que 2 anos ou maior que 60 anos e presença de comorbidades, como doença pulmonar crônica, cardiopatias (insuficiência cardíaca crônica), doença metabólica crônica (obesidade mórbida, diabetes), imunodeficiências, insuficiência renal crônica, entre outras.

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