Então…se mexa!

“Vem chegando o verão. O calor no coração. Essa magia colorida. São coisas da vida”. (Uma noite e meia – Marina)

O verão está chegando e a atividade física é sempre lembrada nesse período. O estudo sobre a utilização da atividade física regular como forma preventiva primária e secundária de doenças cardiovasculares tem sido alvo de trabalhos científicos ao longo dessas duas décadas. Sua prática, obedecendo a certos princípios, produz uma série de adaptações morfológicas e funcionais no organismo. Essas adaptações ocorrem em nível cardiovascular, osteomuscular esquelético, pulmonar, endócrino, hematológico e imunológico, determinando a melhora da capacidade funcional e de trabalho do organismo humano, com redução da mortalidade cardiovascular.
Mas o que é Saúde? A Saúde é definida como um estado de completo bem estar físico, mental, social e espiritualidade, e não somente a ausência de doenças ou enfermidades. A aptidão física é uma condição na qual o indivíduo possui energia e vitalidade suficientes para realizar as tarefas diárias e participar de atividades recreativas sem fadiga. O objetivo final da promoção da atividade física é a saúde, sendo estas qualidades positivas que estão relacionadas com a prevenção da maioria das doenças crônico-degenerativas como a doença arterial coronariana, hipertensão arterial, obesidade, osteoporose, isquemias cerebrais (AVCs), diabetes melittus, dentre outras.
A aptidão física apresenta dois enfoques diferentes, aquele relacionado à saúde preventiva, e o outro envolvido com o potencial orgânico de competição desportiva.
A aptidão física relacionada à saúde é caracterizada por uma capacidade de realizar as atividades diárias com vigor estando o indivíduo exposto a um menor risco de doenças crônicas.
A resistência cardiorrespiratória, a aptidão músculo-esquelética e uma composição corporal ideal são componentes mensuráveis dessa relação. Por outro lado, a aptidão desportiva, tem mais a ver com a agilidade, equilíbrio, coordenação, potência e tempo de reação reflexa as necessidades competitivas.
Devido ao constante estímulo promovido pelo exercício, ocorre no sistema cardiovascular, além dos demais sistemas orgânicos, um conjunto de adaptações funcionais e estruturais, que aumentam a eficiência dos sistemas biológicos para a execução do trabalho muscular.
Portanto, o tempo de treinamento, a regularidade que se mantém na prática de determinada atividade física, e o tipo de exercício frequentemente utilizado, são muito importantes no estudo das adaptações morfofuncionais cardiovasculares decorrentes do exercício físico, controlando desta forma os níveis de glicemia, estresse, pressão arterial e saindo da zona de sedentarismo, ou seja, controlando fatores de risco as doenças cardiovasculares.
Então como exercitar?
1. A modalidade deve ser de agrado do indivíduo (ou do grupo);
2. Devem ser prazerosas e se adequar psicologicamente ao indivíduo;
3. Prescrições autoritárias causam, com frequência, elevado índice de desistência;
4. Vestuário leve, temperatura ambiental, líquido disponível, iluminação e espaço suficiente, são detalhes de muita importância e não deverão ser esquecidos;
5. Não realizem esforços acima dos limites da tolerância do indivíduo;
6. Exame físico prévio, podendo ser realizados com médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física;
7. Lembrar do aquecimento e alongamento antes da sessão de exercícios;
8. Regrinha Mínima: Frequência semanal (3 sessões por semana); Duração de 30 minutos e exercícios de preferência aeróbio. Tipos de Atividade Física: caminhar, correr, pedalar, nadar, praticar tênis, voleibol, peteca, biribol, etc…ou seja, o importante é a motivação e a qualidade de vida que você irá ganhar. Pense nisso e aproveite o verão!

Ricardo Lucio Martins é Professor Mestre em Fisiologia, professor universitário pela Unifev, fisioterapeuta e coordenador de pós-graduação em Diagnóstico por Imagem e Gerontologia.

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