Folha Regional

Depressão pós-parto

A gestação é um momento único na vida da mulher, pois ela se sente a pessoa mais importante do mundo em poder gerar outra vida.

Associada com toda essa alegria, vem a espera dos 9 meses em seu ventre. A mulher desenvolve um vínculo maravilhoso e único com seu bebê. Ela sente que em seu ventre ele estará protegido e esse momento é somente seu. Um turbilhão de hormônios é responsável para que uma gestação se complete. Essa quantidade enorme de hormônios carrega consigo alterações psicológicas muito importantes.

Ao nascimento, a mãe sente que naquele momento, o seu filho não é somente seu e sim do mundo. Com isso o vazio é enorme!!! É muito comum, nos primeiros 15 dias a mulher se sentir fragilizada, angustiada e muito chorosa, pois todos aqueles hormônios apresentam uma queda brusca evidente.

São sintomas que acontecem em 50 a 85% das mulheres, sintomas muito intensos, principalmente no 4 e 5 dia e tendem a cessar, o que chamamos de Disforia no pós-parto. O máximo que eles devem permanecer é até os primeiros 15 dias. Porém, muitas vezes esses sintomas não passam, pelo contrário, intensificam e a mulher começa a apresentar: angústia, tristeza, insônia, choro fácil e em casos mais graves a rejeição do bebê, por achar que ele seja responsável por aquele momento triste.

É uma doença muito difícil, pois a própria mulher se sente culpada por sentir todos esses sintomas em um momento que deveria ser pleno, gerando um ciclo vicioso. É o que chamamos da Depressão pós-parto.

Mulheres que tiveram depressão antes da gestação, que apresentam violência doméstica, gravidez não desejada, não apresentam apoio dos familiares, parto com complicações e problemas no bebê, estão mais propensas a desenvolver a depressão pós-parto. O apoio da família, dos amigos é muito importante para a mulher nessa fase, a mãe tem que se sentir segura, amparada e entender que esse momento é único e passageiro.

Os familiares tem que tentar auxiliar nos primeiros dias do nascimento do bebê, essa é uma ótima estratégia. A terapia psicológica ajuda muito para que a mulher sinta que não é a primeira a passar por isso, é uma ajuda imparcial de um profissional qualificado. O tempo para se alimentar será mais curto, porém deve ser de qualidade para fornecer nutrientes para a mãe e ao bebê. A ajuda com o bebê tem que ser divididas e muitas vezes as tarefas de casa são deixadas para trás.

Então mulher não se cobre demais, a nova rotina está sendo adaptada aos poucos, você é forte, você consegue, eu acredito em você. A sociedade apresenta muito preconceito no tema depressão pós-parto, pois encaram como rejeição ao filho, “pecado” ou falta de zelo, pois são fatores contrários ao contexto maternidade, onde a mulher sonha com a amamentação e com os momentos lindos que a gestação possa apresentar, mas nem sempre isso acontece, então vêm às frustrações.

Então mãezinha, peça ajuda se você não estiver se sentindo bem, o tratamento precoce é fundamental. Lembre-se, mesmo após os 15 dias da gestação, se você não estiver bem, procure ajuda. Hoje no mercado existem medicamentos de qualidade que não necessite brecar a amamentação, nossa função é sempre fortalecer esse vínculo entre mãe e filho.

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Da Redação

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