De Olho no Óleo já recolheu mais de mil litros em 2017

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Além de garantir ensino de qualidade para alunos da rede municipal, a Prefeitura de Votuporanga investe em educação ambiental, valorizando o potencial transformador dos jovens. Desde 2003, a Secretaria da Educação desenvolve o Projeto Maritaca, que trabalha com quatro eixos, sendo um deles o De Olho no Óleo, que conta com a ajuda dos alunos dos CEMs e CEMEIs, para recolher óleo de cozinha usado.

O projeto tem como objetivo conscientizar a comunidade escolar sobre os danos que o lançamento indevido do óleo de cozinha pode acarretar no meio ambiente. Nos primeiros quatro meses deste ano já foram recolhidos 1.400 litros de óleo. 

Para o educador ambiental Abílio Calille Junior (Abilinho), a proposta é mostrar para os munícipes que é possível descartar o líquido de maneira correta, sem jogá-lo no ralo da pia prejudicando o meio ambiente. “Queremos ensinar às crianças que existem meios de diminuir ou acabar com este tipo de poluição” comentou.

Ainda segundo Abilinho, só em 2016 foram coletados cerca de 3.700 litros, que se fossem jogados no esgoto ou no lixo, poderiam poluir mais de 3,7 bilhões de litros de água.

“O óleo de cozinha usado, quando jogado diretamente no ralo da pia ou no lixo, polui córregos, riachos, rios e solo, além de danificar o encanamento das residências. Quando lançado no solo – no caso do óleo que vai para os lixões ou aquele que vem junto com a água dos rios e se acumula em suas margens – é ocasionada uma impermeabilização que impede a absorção da água e piora o problema das enchentes”.

O óleo arrecadado é vendido para uma indústria de Ribeirão Preto, que o transforma em biodiesel. O dinheiro da venda é revertido em benefício aos alunos que são premiados.

Novidade

Este ano, além dos alunos do Ensino Fundamental participarem da coleta de óleo usado, as crianças das unidades de Educação Infantil também passaram a integrar o projeto. De acordo com Abilinho, a ampliação da iniciativa nas escolas infantis tem como objetivo atingir também, e principalmente, os familiares das crianças.

“Por serem crianças menores de cinco anos, elas precisam da ajuda dos pais, parentes e vizinhos, para recolher o produto, com isso, acabam levando essa conscientização para a comunidade e colocam todo mundo pra participar desse ato de amor pelo meio ambiente”, concluiu.

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