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Corona e Ansiedade

Em um mundo que ficou (ainda mais) do avesso nos últimos 20 dias, como saber exatamente o que queremos e/ou o que podemos fazer? Principalmente, como saber manter a calma enquanto descobrimos e construímos um novo caminho?

Os termos ansiedade, ansioso, ansiosa, ansiosamente estão sendo usados com uma frequência nunca antes vista e, claro, que não é para menos. As pessoas já estavam mais ansiosas, novos transtornos ansiosos estão sempre sendo reconhecidos e o sofrimento gerado pelos mesmos faz vítimas em praticamente todas as famílias. Por outro lado, o tabu sobre o assunto ainda é grande e poucas pessoas se sentem à vontade para falar sobre isso. Prova dessa realidade é que em tempos de instagram, quem se propõe a falar abertamente sobre as suas lutas com essa doença silenciosa ganha seguidores, curtidas e reconhecimento. Milhares se identificam, ainda que não queriam falar abertamente sobre isso.

Porque estamos falando sobre isso em um espaço destinado a falar sobre Carreira, Gestão de Carreira e Gestão de Negócios, em tempos de Coronavírus? Porque, como dito na última coluna, precisamos mostrar ao empreendedor, você aí do outro lado, que está buscando construir uma vida profissional honrada e feliz, que está tudo bem ter momentos difíceis, que está tudo bem não estar bem.

E que nesse momento em especial, pensar em desistir três vezes por dia, agradecer cinco e continuar firme até o próximo medo é normal!! Se você quiser sair dessa mais forte, você precisa se aceitar, aceitar esses sentimentos e fazer as pazes com eles.

Vamos começar apresentando alguns conceitos retirados da internet após uma rápida pesquisa, a qual não se propõe a trazer termos técnicos e sim a trazer o conceito de forma palatável a todos que me leem, independente do grau de conhecimento anterior sobre o tema.

Ansiedade

Substantivo feminino

  1. grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia.
  2. desejo veemente e impaciente.
  3. Ansiedade é um estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa.

Apresentadas as definições do dicionário, gostaria de falar com as minhas palavras, o que entendo sobre ansiedade depois de senti-la na pele e de estuda-la ao longo do meu curso de psicanálise. Ansiedade é aquele receio do que ainda não aconteceu, é um excesso de futuro, não pelo que virá, mas pelo que você não sabe se virá ou não para a sua Carreira. É um medo de ser demais ou de menos, uma sensação de que algo horrível acontecerá com o seu negócio e com a economia, ainda que tudo esteja bem e Trump e Cia estejam em uma semana calma, que obviamente não é o que está acontecendo. É ter um plano e, ainda que confiante nele, você espera um “boom” de casos na pandemia e/ou uma catástrofe na Lava Jato a cada vez que você respira. Falando em Lava Jato, ela ainda existe? Anda tão quietinha, aliás, esse silencio também deixa o empreendedor ansioso, mais preocupado ainda.

O que fazer então? Desistir? Desesperar? Mudar do país? Esse último item, particularmente, é um dos mais citados por empreendedores em períodos pré-pandemia e também uma alternativa citada por muitos para quando isso terminar no meu escritório e me deixa preocupada com o futuro do nosso país, mas deixarei isso para uma outra coluna.

Se cuidar!!! Querido colega empreendedor, que como eu está na luta e em busca dos seus sonhos profissionais, buscar cuidados e estratégias para entender o que você deseja, construir o que sonha, ajustar sempre que necessário e cuidar da sua mente, fazendo dela sua aliada e não sua inimiga, isso é o que você pode fazer.

Nesse momento em especial, lembre-se de que isso vai passar!! As coisas estão loucas e talvez fiquem ainda mais confusas, mas Você, sua Carreira e seu Negócio irão sair dessa!!!

Sim, se você esperava uma receita mágica para se livrar da ansiedade, me desculpa, não tenho e tenho horror a quem diz tê-la! O único jeito de lidar com a ansiedade e conhecê-la intimamente, saber o que a desperta em você, entender porque ela tem tanto poder e espaço. Desse ponto em diante respeitar a ela e a você, sendo gentil com vocês e com essa relação, que ainda que não deseja, real e verdadeira. Não tenha vergonha dela, ela pode ser um grande empecilho, mas se você a trouxer para o seu lado, ela pode ser aquela dose de cuidado extra que o seu negócio precisa, veja bem, não estou falando em se deixar paralisar, estou falando em aprender a lidar com as suas fraquezas de forma honesta e produtiva. Quem sabe, você consegue fazer isso tão bem, a ponto de ser uma nova celebridade do Instagram? Só por favor, não faça lives sem conteúdo sobre isso!

Boa sorte na jornada, estamos juntos.

#fiqueemcasa

#usemascaras

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Fabian Nacer – História

Cresci em família de classe média no bairro de Moema em São Paulo. Sou o mais velho de 4 irmãos. No meu bairro, não havia violência e nem tráfico. Sempre tive as melhores oportunidades na vida, pude estudar em colégio particular, fazia inglês, estudava piano. Meu pai sempre foi muito presente e preocupado com a nossa educação.

Mas, apesar de tudo, formamos uma turminha de adolescentes de 14 anos e começamos a fumar cigarro escondido durante as tardes, depois da escola. Passamos a pegar um pouco de bebida das garrafas que nossos pais mantinham em casa para beber antes dos bailinhos de fim de semana. Em pouco tempo, meu melhor amigo apareceu com um cigarro de maconha e todos nós fumamos.

Fazíamos tudo em nome do grupo, da curiosidade, da aventura. Acreditávamos ter o controle da situação e em pouco tempo me transformei em um jovem que não aceitava conselhos, questionava a todos, me revoltava com pequenas coisas, gostava de coisas arriscadas e perigosas e isso me fazia sentir melhor, podendo me apresentar malandro destemido perante os meus amigos.

Aos 18 anos, já estava envolvido com cocaína e comecei a vender na escola e no bairro para bancar o meu consumo. Assim, o apartamento onde eu morava, em um condomínio fechado, havia se tornado um ponto de venda.

Preocupado e com medo, pensava em uma saída antes que fosse preso ou que algo de pior acontecesse comigo. Durante uma festa de fim de ano na empresa em que trabalhava, ganhei um carro 0Km em um sorteio, no valor de 25 mil reais. Com o dinheiro do carro mudei para Miami nos EUA para tentar me afastar de tudo e de todos.

Ao chegar nos EUA não conhecia ninguém, mal falava inglês e nem imaginava onde conseguir. Então comecei estudar aviação.Apesar de ter conseguido as licenças para pilotar e muito próximo de iniciar uma carreira, pouco a pouco fui me contaminando com os comportamentos de amigos e sem forças para reagir e me posicionar perante a tudo e a todos, voltei a usar.

Certa manhã, sem ter dormido naquela noite, sai com a aeronave para uma viagem e sofri um acidente com perda total no avião, perdendo tudo que havia investido.

Passei 7 anos viajando entre o Brasil e os EUA tentando fugir de mim mesmo.
Usei muito LSD (bala), passei a injetar cocaína ao invés de cheirar e me envolvi com heroína.
Por vários anos minha família eu e buscamos ajuda, mas a vontade de usar me dominava e eu roubava as coisas de dentro da minha casa para trocar. Passava a noite inteira vagando pelo submundo da cidade até desmaiar. Quase sempre acordava em cortiços ou em casas abandonadas na periferia, com seringas espetadas no meu braço sem me lembrar do que tinha acontecido.

Aos 26 anos, descendo a serra de Santos, estava dirigindo bêbado quando perdi o controle do carro. Abandonei o local do acidente para não perder o que carregava comigo e, sem coragem de procurar minha família, passei a viver na rua.

Morei 6 anos nos casarões abandonados da Cracolândia, fumando crack 24 horas por dia, onde meninos e meninas de 13 anos se prostituíam durante as madrugadas.
Apanhei muito. Mesmo sem nunca ter aceitado entrar para o crime, tomei tiro de polícia e de traficante, por estar no lugar errado, na hora errada, com gente errada.

No auge da minha “paranóia” passei a viver como um rato dentro dos bueiros para tentar me esconder das pessoas, chegando ao ponto de ficar um ano sem tomar banho, com os pés podres.

Após 25 internações em clínicas psiquiátricas, evangélicas, católicas, budistas, espíritas, terapêuticas e de 12 passos, finalmente consegui deixar a dependência em 2003, após um despertar espiritual que acredito ter sido o começo do caminho de volta.
Passei 2 anos em tratamento com psicólogos, psiquiatras e grupos de ajuda. Ficava a maior parte do tempo deitado no sofá de casa, sob o efeito de medicamentos. Minha família e eu acreditávamos que eu ficaria daquele jeito.

Com o tempo o tratamento foi funcionando e a vontade de voltar para a vida foi crescendo dentro de mim. Cada vez mais eu percebia que podia vencer o meu maior inimigo, que era eu mesmo.
Durante o meu tempo na rua, em um farol que costumava pedir dinheiro, conheci meu filho quando ele já tinha três anos. Fomos apresentados um ao outro em 2005 quando ele estava com dez anos. Neste mesmo ano, aos 37 anos, recomecei a vida e fui estudar.

Já atendi mais de 600 famílias e hoje meu escritório fica no bairro do Butantã em São Paulo.
Em 22 anos de dependência aprendi o que funciona e o que não vai levar a lugar nenhum.
Em 9 anos estudando, aliei vivência à formação acadêmica.
Já encontrei muitas pessoas que sairam da dependência, mas com restrições ou sequelas.
Conheci muitos médicos renomados que nunca experimentaram e tudo o que sabem se resume ao que leram nos livros.

Acredito que fui predestinado a sobreviver e hoje conseguir orientar com excelência a prevenção e o tratamento da dependência e do abuso da bebida em todo o Brasil.
Não aceito repetir, preciso inovar.
Não quero fazer o mesmo que os demais. Por este motivo, hoje sou respeitado pelo sucesso que atingimos juntos: empresa, escola e família.

Experiência profissional

Agente de Prevenção – Denarc
Monitor de tratamento – Febract
Bacharel em Teologia e Aconselhamento – Faculdade Batista
Extensão em Clínica da Dependência Química – Unifesp
Pós graduado em Psicopatologia
Especialização em Dependência Química ​​

Equipe Fabian Nacer

Site: http://www.fabiannacer.com.br/

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Blog do Alexandre

Nota de repúdio de jornal repercute em Votuporanga

Uma nota de repúdio estampada no Jornal A Cidade de Votuporanga nesta sexta-feira (17/04) revelou como é complicado ser jornalista na cidade.

Por um lado, vemos um jornal histórico, do conhecido comunicador João Carlos Ferreira, tentando obter informações do Poder Executivo, por meio da sua assessoria de comunicação. Por outro lado, vemos o jornal estampando na capa o nome da colega e profissional (eu achei desnecessário). Contudo, o fato de um órgão público negar informações para um veículo de imprensa específico é grave.

Mais um fato triste que marca esta Gestão, como diz os mais antigos vereadores “ficará registrado nos anais desta Casa”. Quem poderá nos defender (jornalistas)? O Prefeito João Dado precisa entender que a imprensa é sua parceira, seja informando a população dos acontecimentos, seja cobrando os anseios e reclamações do povo. Admiração pelos secretários municipais e também pelo próprio Prefeito João Dado, que sempre pessoalmente me trataram bem, seja nas coletivas de imprensa ou eventos. O que está acontecendo?

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Colunistas

Mudanças na Carreira e Coronavírus

Enquanto escrevo olho pela janela do meu home office, o cantinho da casa que escolhi para acolher a mim, aos meus clientes e as minhas “bagunças” profissionais. Essa visão sempre esteve aqui, desde o meu retorno a Votuporanga, em 2014. Mas, por muitos motivos, nada do que vejo nos últimos 30 dias se parece com o que vi nos últimos 6 anos. As mesmas casas, o mesmo céu, as mesmas ruas e, até mesmo e infelizmente, os mesmos barulhos, visto que muitos não estão respeitando a quarentena. O que não é igual, aliás, que não é a mesma sou eu. Hoje, 30 dias após começar a atender 100% na modalidade online, já me transformei e transformei o meu negócio algumas dezenas de vezes.

Para você que lê o presente texto isso pode até parecer estranho, afinal, eu sempre atendi online e sempre trabalhei de casa, apesar de adorar a minha lojinha, como carinhosamente chamo o meu escritório. As mudanças aconteceram porque muitos foram os ajustes e muitas foram as novas necessidades. Elas também aconteceram porque nunca ajustei tantos negócios e tantas empresas em 30 dias, por mais que esse seja um grande nicho que tenho, as demandas variam dentro dos processos, não é comum que TODOS os clientes precisem AO MESMO TEMPO ajustar algo em seus projetos, por UM ÚNICO MOTIVO.

Esse meu relato inicial serve de base para o que vou propor para você nesse momento, não perca mais tempo, ajuste agora mesmo tudo o que é preciso na sua carreira, nos seus projetos e nas suas ações. Eu sei, muitos estão adiando isso desde 2019, estavam esperando o carnaval para fazer algo e o coronavírus, por mais terrível que ele seja, foi a desculpa perfeita para você continuar não fazendo nada. Acontece que assim como esperar o carnaval passar significou uma grande perda para você, pois muitos estavam desde dezembro de 2019 arrasando na produtividade, esperar tudo isso passar para pensar em algo, ou ainda continuar insistindo no mesmo quando tudo isso passar, vai ser o que faltava para o final do seu negócio. Sim, eu não disse que poderá ser, eu afirmei que será e isso tem um porque: é porque será mesmo, sem negativismo e nem meias palavras.

O mundo como o conhecíamos não existe mais! A realidade e a lógica do mercado mudaram, a forma como os produtos e serviços são ofertados, adquiridos e utilizados mudou mais em 40 dias do que nos últimos 4 anos. O que faltava para o mundo 100% digital aconteceu. Eu não piso em um supermercado desde o início de março, minhas compras chegam confortavelmente me casa, assim como os remédios, os médicos, meus clientes e todas as demais coisas que eu preciso. Muitas dessas coisas já existiam, algumas eu usava, algumas eu ainda não tinha visto a necessidade, mas agora que conheço as facilidades, não pretendo abrir mão delas. Assim como eu, muitos outros consumidores estão mudando ainda mais o seu modo de consumir, ou seja, isso confirma a afirmação anterior de que tudo mudou.

Se você deseja que o seu negócio continue atuante, você precisa mudar também. Não mudar até perder a essência, mas mudar para não perder a relevância!!!

Como?!?!

Ajustando! Se permitindo fazer uma pequena transição de carreira, transformando aquilo que precisa ser transformando. Entrando no universo digital, ou aumento o seu espaço na rede. Eu sei que dá medo, no último mês construí quatro sites e melhorei outros 3 junto aos meus clientes, a cada um o medo, a ansiedade e o receio de como se comportará o público com essas mudanças. Por outro lado, também a cada um a certeza de que o caminho é a mudança, a transformação e capacidade de adaptação. Eu nunca disse tanto a frase: “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta as mudanças”, obrigada Darwin por esse ensinamento tão necessário nesse momento.

Para você fica o insight máximo desse momento na gestão de carreira e negócios: SE ADAPTE!!!

Do mais, sigo aqui com todos vocês e acreditando que juntos vamos mais longe e somos mais fortes!

#fiqueemcasa

#seadapte

Obs: se você quer usar esse momento para mudar de carreira e não para mudar algo na sua carreira, o próximo texto será para você!

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