Cordas da Alma

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“Guerreiros são pessoas. São fortes, são frágeis…precisam de um sonho que os tornem perfeitos”. (Guerreiros meninos – Fagner).
Gostaria de trazer uma discussão a tona! Como será nosso comportamento para honrar essa geração de idosos?
Esse é um tema apaixonante, mas deveras esquecido!
Tento entender os idosos de hoje e suas aflições.
Enquanto jovens foram cuidando dos seus filhos, foram cuidando dos seus afazeres, foram cuidando de suas casas, cômodos, família e vida produtiva, mas quando viram… já estavam idosos.
Enquanto ainda jovens foram tendo suas metas, foram realizando seus sonhos, foram criando seus planos e caminhando a passos firmes, vencendo a vida com luta!
Naquele tempo, enquanto jovens que eram não tinham o direito a depressão, a síndrome do pânico, o abandono dos lares, ou de seus pares, pois a vida cobrava atitude de honra! Pela família se iria até o fim! Pelos filhos se sacrificava uma vida inteira! Principalmente as mulheres!
Homens e mulheres que não tinham tempo a devaneios tolos, a invencionices libertárias e aos desinteresses pelos humanos ou por Deus! A vida cobrava atitudes de fé, esperança e pé no chão!
Os tempos eram difíceis, pobreza, dificuldades e muito trabalho árduo!
Dizia minha avó Sra. Leonilda Lucio Martins: “As dificuldades ajudam a tencionar as cordas da Alma”! Sábias palavras de uma guerreira! 12 filhos e marido ausente!
Não tinha moleza! E nem por isso paravam.
O que me espanta, é que esses idosos de hoje, ainda continuam cuidando de suas famílias! Mudou o foco, os objetivos. Agora cuidam de seus netos! Se não cuidam dos netos, estão cuidando dos seus parentes…doentes. Cuidam das tias, muitas vezes dos maridos ou esposas doentes…são as cuidadoras ou os cuidadores por afeto e não de profissão.
Mas ainda existe aquele grupo de idosos que continuam cuidando de seus filhos! Sabe aqueles filhos que não saíram de casa? Ou os que voltaram por fracasso matrimonial ou financeiro? Pois é! É a crise… voltaram a cuidar dos filhos.
Passam os anos, passam os tempos e quando menos se percebe, são idosos sem propósitos pessoais, apenas foram ou são cuidadores estéreis de sonhos.
Nada contra essa dinâmica de vida e escolha pessoal, mas oque quero colocar em discussão é: deque forma se honrará todo esse sacrifício? Qual será a melhor forma de se valorizar e agradecer todo sacrifício feito em prol da família?
Tenho visto postagens lindas hoje, onde os avôs ou as avós são idolatrados pelo que fizeram para manter suas famílias unidas e filhos criados com dignidade! “ Mulher guerreira”…dizia uma! “ Devo minha vida a esse mulher”…enaltecia outra! “ Sem a garra desse homem, nossa família teria se perdido”! Lindo demais, mas são poucas!
Como será nosso comportamento para dar dignidade a uma geração que não mediu esforços para garantir a sobrevida de nossas gerações atuais?
Não sabemos qual o melhor caminho, mas há uma frase que guia minha vida e que gostaria de compartilhar com os amigos leitores, pode nos ajudar a entender esse cuidar de quem cuidou tanto de nós: “Os ouvidos de Deus estão inclinados para duas coisas: para a Honra e para o Agradecimento”! Sejamos honrados e gratos aos nossos amados idosos.

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