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Como o sedentarismo mudou nossos pés

Os pés ficaram séculos sem mudanças, no processo de evolução, até que começamos a nos mover menos

Os pés ficaram séculos sem mudanças, no processo de evolução, até que começamos a nos mover menos

ISTOCK/BBC

Durante quase dois milhões de anos, os seres humanos evoluíram em sincronia com o meio ambiente. Mas há 250 anos chegou a Revolução Industrial e mudou tudo.

Embora a inovação e a tecnologia trazidas pelo fenômeno tenham gerado muitos benefícios para a humanidade, nossos corpos tiveram de pagar um alto custo físico nesse processo.

Os trabalhos que fazíamos, que antes envolviam tarefas manuais, realizadas ao ar livre, passaram a ser feitos a portas fechadas e a exigir que passássemos a maior parte do dia sentados e parados, fosse em uma fábrica, em um escritório ou dirigindo um veículo, por exemplo.

Isso teve um impacto enorme sobre nossos corpos, e um dos primeiros afetados foram nossos pés.

O professor na Universidade de Kent, Vybarr Cregan-Reid, autor dos livros Footnotes (Notas de Rodapé, em tradução livre) e Primate Change (Mudança Primata), levantou a questão na série “Changing World, Changing Bodies” (Mundo em Mudança, Corpos em Mudança), do Programa de rádio da BBC The Compass.
Segundo Cregan-Reid, há evidências científicas crescentes de que os pés são chave na evolução humana.

Mas há pouca informação sobre como nossos antepassados se desenvolveram, porque existem poucos fósseis de pés e mãos.

Pegadas revelaram detalhes fascinantes sobre mudanças ocorridas no nosso corpo

Pegadas revelaram detalhes fascinantes sobre mudanças ocorridas no nosso corpo

ISTOCK/BBC

É por isso que encontrar pegadas antigas é tão importante para os paleontólogos.

Perfeitos

Um das marcas mais antigas de pegada humana já identificadas data de um milhão e meio de anos atrás e foi encontrada no Quênia.

A marca ajudou a descobrir algo fascinante: que os pés de nossos antepassados permaneceram praticamente sem mudanças, enquanto o resto de seus corpos passava por grandes transformações.

Isto indica que durante muito tempo os nossos pés foram perfeitamente adequados ao nosso estilo de vida.

Enquanto nossos cérebros cresceram, nossos dentes diminuíram e nossos ossos aumentaram, o processo evolutivo não afetou demasiadamente os pés.

No entanto, isso mudou drasticamente nos últimos três séculos, quando nossos pés passaram por transformações sem precedentes: eles mudaram devido ao que fazemos – e deixamos de fazer – com eles

Fracos, grandes e planos

Hoje, nossos pés são mais fracos, maiores e mais planos. E isso é uma má notícia não só para a saúde dos nossos pés, mas para o nosso corpo inteiro.

A perda de eficiência dos nossos pés se reflete em um fato surpreendente: quase 80% das pessoas que praticam corridas sofrem algum tipo de lesão todos os anos.

A maioria das pessoas que sai para correr sofre lesões nos pés

A maioria das pessoas que sai para correr sofre lesões nos pés

ISTOCK/BBC

Foi essa estatística que primeiro levou Cregan-Reid a se interessar pelas extremidades inferiores do nosso corpo.

Ela decidiu consultar Hannah Rice, pesquisadora da área de esportes e saúde da Universidade de Exeter, no Reino Unido, especializada em entender como e por que machucamos tanto os nossos pés.

Segundo Rice, os machucados não se devem ao fato de os corredores forçarem demais os limites.

“Há dezenas de milhares de anos atrás as pessoas usavam (os pés) muito mais que agora, então não é um problema de uso excessivo. Talvez o problema seja que não os usamos o suficiente para acostumá-los a muito uso”, explicou.

Rice deu como exemplo o corredor “clássico”, que pratica o esporte três ou quatro vezes por semana e passa o restante do tempo sentado no escritório ou no sofá da casa.

Isso quer dizer: o que realmente nos machuca não é correr, mas o que fazemos quando não estamos correndo.

E os especialistas conseguiram estabelecer quando o problema começou: com a Revolução Industrial e o início de um estilo de vida mais sedentário.

A partir daí, os pés começaram a se adaptar a nossa nova realidade.

Nosso pés se acostumaram com menos movimento

Nosso pés se acostumaram com menos movimento

ISTOCK/BBC

Rice resume a questão com a famosa frase: “Use-o ou perca-o”.

Superfícies duras e solas planas

Outras características da vida moderna pioraram ainda mais o quadro.
Por exemplo, as superfícies duras e planas sobre as quais costumamos caminhar diariamente. Ou o calçado de sola plana que costumamos usar para percorrer esses pisos.

Estes não permitem que os cerca de cem músculos e tendões que temos em cada pé se movam como costumavam fazer quando a vida era menos cômoda, os empregos exigiam movimento e as pessoas se deslocavam mais a pé.

O resultado é que a musculatura enfraqueceu, tornando nossos pés mais frágeis.

Também perdemos a camada protetora de calos que nossos antepassados costumavam ter por passarem muito tempo descalços.

Mas foi somente a partir dos anos 70, quando correr virou moda, que a dimensão real do estado de nossos pés começou a se revelar, após cerca de duzentos anos de sedentarismo.

A loucura por corridas acrescentou um novo problema: a moda de usar tênis no dia a dia.

Talvez você ache que isso deveria ser uma boa notícia, já que muitos desses calçados, especialmente hoje em dia, são anunciados pelos supostos benefícios que oferecem aos pés.

Tênis devem ser usados com cuidado, segundo especialista

Tênis devem ser usados com cuidado, segundo especialista

ISTOCK/BBC

No entanto, desde que começamos nosso caso de amor com os tênis, a incidência de pés chatos tem aumentado em muitas partes do mundo, especialmente no Ocidente.

Ter pés chatos é um problema porque a curvatura dá estabilidade ao pé. Também é essencial para poder caminhar, mas, sobretudo, para correr.

“Quando você corre, a curvatura do pé funciona como uma mola e, de fato, é uma das molas mais poderosas do corpo”, explica o paleontólogo Dan Lieberman, da Universidade de Harvard.

Ter pés chatos também pode afetar os joelhos e os quadris.

Como se todos esses desafios não fossem suficientes para nossos pobres pés, nos últimos anos a epidemia global de obesidade se somou a eles, uma vez que o sobrepeso aumenta a pressão sobre essa parte do corpo.

O que podemos fazer

Uma das coisas mais simples (e baratas) que podemos fazer para melhorar a saúde dos nossos pés é caminhar. Idealmente, descalços.

Segundo Rice, um estudo realizado em crianças na Índia comprovou que aqueles que não usavam sapatos ou sandálias tinham menos pés chatos.

Vybarr Cregan-Reid acredita que devemos “redescobrir nossos pés para aprender a usá-los novamente”.

Caminhar descalço é importante para o pés, segundo especialista

Caminhar descalço é importante para o pés, segundo especialista

ISTOCK/BBC

Pequenos hábitos como tirar os sapatos dentro de casa e tentar se mover mais podem ajudar.

O especialista diz, entretanto, que, o que quer que você faça, deve ser feito com calma.

“Descobrir os músculos esquecidos dos pés pode ser doloroso no começo, mas depois vai ser gratificante”, afirma ele.

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Museu da Imagem e do Som realiza duas oficinas gratuitas de animação em Votuporanga

Os encontros são voltados para crianças a partir de 7 anos; e acontece na quinta-feira (18/07), em dois horários, às 8h e às 14h

A próxima quinta-feira (18/07) será de muita animação para crianças a partir de 7 anos. O Museu da Imagem e do Som (Pontos MIS) em parceria com a Prefeitura de Votuporanga, por meio da Secretaria da Cultura e Turismo, realizará duas oficinas de animação com Marta Russo. Serão disponibilizadas 20 vagas para cada, uma no período da manhã e outra, diferente, no período da tarde. A participação é gratuita. 

A primeira oficina acontece das 8h às 12h, com o tema: “Ligados em Animação!”. Durante as atividades, os participantes vão aprender utilizar o celular para produzir filmes com a técnica do stop motion. Depois da criação dos roteiros e storyboard é hora de confeccionar os personagens em massa de modelar para, então, “dar vida” a esses personagens fotografando e movimentando quadro a quadro.

Para isso, serão utilizados aplicativos gratuitos que possibilitam a edição de som, das imagens e o compartilhamento dos filmes. A segunda, das 14h às 18h, intitulada “Luz, Câmera, Papel e Animação!”, é uma oficina de animação 2D, também conhecida como “cut out” ou de recorte. Será realizado um filme de animação stop motion (quadro a quadro) utilizando papel, revistas e fotos para confecção de personagens, adereços, planos e cenários. Os participantes aprenderão sobre os princípios básicos da animação através da exibição de brinquedos ópticos e vivenciarão todas as etapas da produção de um filme de animação desde storyboard, criação de roteiros e de personagens, captação de imagem (movimento) e edição.

As oficinas serão no Centro de Cultura e Turismo, localizado no Parque da Cultura, na Avenida Francisco Ramalho de Mendonça, 3112, Jardim Alvorada. As inscrições podem ser feitas antecipadamente, no mesmo local, ou pelo telefone (17) 3405-9670 (ramal 208). 

Marta Russo

A oficineira Marta Russo é formada em Artes Visuais e pós-graduada em Educomunicação na ECA – USP. É produtora e educadora da Matiz Filmes Produções desde 2001 e coordena oficinas de animação stop motion em escolas, unidades do Sesc, casas de cultura e Organizações Não Governamentais (ONGs). É também produtora e relações públicas da Maurício de Sousa Produções e atuou em escolas, ensinando sobre desenho animado e histórias em quadrinho. Como redatora, colaborou na revista Sítio do Picapau, da Editora Globo, e também produziu curta-metragens, filmes publicitários e programas educativos para a TV. Atua ainda como professora da disciplina Meios e Comunicação em uma escola particular da cidade de São Paulo e na ONG Projeto Criador.

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Policial militar da região é assassinado na capital

FÁBIO JÚNIOR LISBOA QUE ESTAVA DE FOLGA, TENTOU PRENDER DOIS CRIMINOSOS QUE ASSALTAVAM UM BAR NO CAPÃO REDONDO, NA ZONA SUL DE SÃO PAULO, QUANDO FOI ALVEJADO NAS COSTAS. 

Na noite de ontem (16), o policial militar Fábio Júnior Lisboa, 33 anos, nascido em Santa Rita D`Oeste/SP, foi assassinado enquanto tentava prender dois criminosos que assaltavam um bar, no bairro Capão Redondo, zona sul de São Paulo. 

De acordo com informações, os dois bandidos entraram no bar, renderam clientes e funcionários e exigiram entrega de celulares, joias e dinheiro. Fábio, que estava de folga, percebeu o assalto quando chegava no estabelecimento. 

Ao tentar prender os criminosos, houve troca de tiros e o policial acabou sendo atingido por dois tiros nas costas. Os ladrões fugiram depois do policial cair no chão. Fábio chegou a ser encaminhado para o pronto-socorro em M’Boi Mirim, mas não resistiu a gravidade dos ferimentos e morreu. 

O caso será investigado pelo 47º Distrito Policial, no Capão Redondo. Fábio deixa mulher grávida e um filho de 16 anos. 

Fonte: Votunews

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Congresso de Educação terá minicursos na Cidade Universitária

Encontros são ministrados por profissionais reconhecidos nacional e internacionalmente e abrangem diversos temas

 

Entre os momentos mais aguardados pelos cerca de 2,2 mil educadores participantes do 6º CIENP – Congresso Internacional de Educação do Noroeste Paulista estão as oficinas ministradas por profissionais de todo o país das mais diversas áreas. Até esta sexta-feira, 60 minicursos estão sendo oferecidos na Cidade Universitária da Unifev, além de palestras no Centro de Eventos “Valério Giamatei” (Ilha do Pescador).

 

A partir do tema central “Competências Socioemocionais e os Processos Educativos para o Século XXI”, os encontros práticos abordarão áreas como Competências Socioemocionais, Inovação e Tecnologia, Metodologias Educacionais, Ensino-aprendizagem, Educação Especial, Gestão Educacional, Desenvolvimento Infantil, Ludicidade, Profissão Docente, Arte, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Matemática, Currículo, Educação Infantil, Literatura e Língua Inglesa.

 

 “Nossos educadores começaram esse encontro já na tarde desta quarta-feira e seguem nesta atividade até sexta. No total, cada um participará de três oficinas. As temáticas são atuais e apresentadas por realidades que eles vivenciam em sala de aula, por isso são tão importantes e agregam valor no processo de ensino-aprendizagem”, comentou Ederson Marcelo Batista, coordenador executivo do ADE Noroeste Paulista – Arranjo de Desenvolvimento da Educação.

 

6º CIENP

 

Este ano, o CIENP, que começou nesta quarta-feira (17/7) e segue com programação até sexta-feira (19/7), tem como tema “Competências Socioemocionais e os Processos Educativos para o Século XXI”, com palestras com Leandro Karnal, Nino Paixão, Fernando Moraes e Luciana Brites, no Centro de Eventos Valério Giamatei (Ilha do Pescador). A programação também inclui oficinas/minicursos na Cidade Universitária da Unifev. O encerramento da programação será com o musical circense “O Rei do Show”.

 

O CIENP, idealizado pelo ADE Noroeste Paulista, é organizado em parceria com a Unifev, o IFSP de Votuporanga e a AMA – Associação dos Municípios da Araraquarense, com o apoio da SOMOS, Editora Moderna, Starb, NeuroSaber, Undime SP, Oficina Municipal, Cenpec, Senac Votuporanga, Método Uniformes, Tenda Digital, Fábrica de Produtos, Pé com Pé, Boquinhas, Faperp, FATD Consultoria, Senac, Aport, Cern Coaching & Mentoring, Brick Solutions, Piraporiando, Plataforma Um, Programa Semente, Editora Pindorama, Arth Móveis e CIEE.

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