Colunistas Luisa Comar

Finados – Não espere perder

É clichê, mas vale a pena ser repetido sempre:

“Não espere perder quem está ao seu lado, para começar a valorizar.”

Eu não sei vocês, mas tenho sentido um profundo descontentamento com a maneira como algumas relações estão caminhando. As pessoas se comportam como se não tivessem tempo nenhum para um café, uma cerveja ou qualquer coisa que o valha. Vivemos em uma época em que você fica sabendo das novidades de pessoais próximas, pelas mídias sociais e todo mundo parece estar feliz com isso.

Eu não estou feliz! Eu não estou nem um pouco feliz com a maneira como as coisas estão!

Fui tentar ser madura e conversar com as pessoas envolvidas no assunto. Afinal, toda relação, que não seja imaginaria (claro), tem o outro lado. Chegando lá, o que ouço?

“Luisa, mas a vida adulta é assim, a gente não tem tempo para nada mesmo.”

OI??? Eu trabalho quase 12h por dia de segunda a sábado e ainda assim tenho tempo! Como já vi em vários posts nessas mesmas mídias sociais, “não falta tempo, falta prioridade.”

Enfim, todas as vezes em que tive essa conversa fui embora me sentindo ainda mais frustrada, até mesmo na vez em que isso significou sair da conversa por whatsaap. Porém, com uma certeza, a certeza de que devemos escolher bem quem anda ao nosso lado. Uma relação, e de novo isso vale para as não imaginárias, depende de que todos os envolvidos estejam de acordo com a sua importância e dispostos a sua manutenção, não perca tempo depositando energia em quem não está com você nessa empreitada.

E antes que alguém me diga: “você está romantizando a situação.” Eu já respondo: “Não, estou racionalizando. Pessoas são importantes, a psicologia, a sociologia, a medicina, a antropologia e muitas outras áreas do conhecimento já provaram a importância das relações no desenvolvimento humano. Porém, elas não falam sobre relações oportunistas, quando uma das partes precisa, elas falam sobre relações saudáveis e satisfatórias ao longo do tempo e da jornada.

Na época de finados, muitas pessoas oram pelos mortos, visitam os seus túmulos e revivem lembranças com carinho, na esperança de fechar um ciclo ou ainda, de entender como tudo acabou como acabou. Hoje, eu te convido a fazer tudo isso, tirando a parte do túmulo (claro), pelos vivos que por algum motivo saíram da sua vida. Não por magoa, mas para que você possa fechar de fato o ciclo e seguir em frente com o coração leve e a consciência tranquila.

Faça isso e abra espaço para o novo na sua vida. Lembre-se do brilhante ensinamento deixado pelo livro/filme As vantagens de ser invisível:

“Nós aceitamos o amor que pensamos que merecemos.” 

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Sobre o autor

Luisa Comar

Luisa Comar

Advogada por formação. Coach por vocação. Professora por missão. Escritora por paixão.