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Panorama Político – 16/05/2018

Primeira             

Novamente a Câmara Municipal de Votuporanga mudou. É a quarta mudança na formação original da Casa de Leis desde o início de 2017. A primeira foi quando alguns vereadores, eleitos pela maioria para “serem vereadores”, resolveram aceitar cargos na administração pública municipal, como “secretários municipais”. Como secretários eles ganham o dobro do salário de vereador, cerca de R$ 8 mil mensais e ficam delegados a cuidar da pasta que assumiu. Além disso, a Folha Regional observou que poucos vereadores licenciados acompanham as sessões ordinárias às segundas-feiras, com exceção, em sessões polêmicas, como a de segunda-feira.  

Segunda

A segunda mudança foi com a morte do vereador de Simonsen, Elcio Curti, em novembro do ano passado. No seu lugar, assumiu o segundo suplente da coligação do vereador Emerson Pereira (na época, vereador licenciado, pois, assumiu a Secretário de Direitos Humanos), Gilvan dos Santos.

Terceira

A terceira mudança aconteceu em janeiro deste ano, precisamente no dia 27, quando Emerson Pereira foi exonerado do cargo de Secretário de Direitos Humanos, retornando para a Câmara e retirando a cadeira de Gilvan.

Quarta

A quarta e última mudança (até agora) aconteceu nesta segunda-feira (14) com a cassação do vereador Hery Kattwinkel (PTC). No seu lugar, assumiu o suplente, Professor Casali. Por 11 votos a favor da cassação, 3 contra e 1 abstenção, Hery foi removido do cargo pelos colegas.

Análise

A Folha Regional e parte da imprensa votuporanguense já tinha adiantado a possibilidade do resultado desfavorável ao Edil. As violações imputadas ao réu no processo de cassação foram cruciais para o desfecho.

Marcelo Coienca

Poucos vereadores que votaram para cassar se justificaram, doz onze, apenas Dr. Ali e Marcelo Coienca utilizaram a tribuna. Leia abaixo um resumo da  justificativa de voto do vereador Marcelo Coienca (MDB) “Infelizmente temos que julgar, cabe essa Casa julgar esse companheiro, não podemos fugir o que está na lei orgânica, no código de ética, enfim, ninguém está feliz aqui. Todo mundo está triste, (vaiado), nós podemos estar usando este nosso tempo, aliás não precisaria nem estar aqui hoje, porque meia dúzia de pessoas vem na sessão. Eu confesso com vocês, estamos muito tristes, quem está na rede social vê o trabalho deste vereador e de muitos. Após analisar este conteúdo (parecer final da comissão de ética), entendo que infelizmente houve infração por parte deste companheiro Hery, eu não sei a lei como os profissionais de lei, então, consultei advogados da nossa cidade e até de fora, é triste, ninguém está aqui para julgar, mas fazer algo em desacordo com a lei, não é o perfil deste vereador que vos fala. Não sou santo, se não mandava um “zap” pro Papa e seria canonizado. Como muitos falaram aqui, colocaram Deus na Tribuna, desde os 16 anos participo do meu grupo de jovens, temente a Deus e submisso à Deus. Não posso sair “roçando” as coisas, infringindo leis. O Hery é meu companheiro aqui. Eu estou votando com a lei, a vida é democracia, cada um tem uma opinião. Eu entrei na política para fazer o anseio dos povo, ninguém paga pelo meu erro. Eu não consigo jogar um papel de bala no chão, eu não acredito no jeitinho brasileiro, a gente acredita, tem esperança num Brasil melhor. Eu estou à favor da lei, agora a lei é clara ou não, cabe a justiça decidir. Se eu tiver errado, (vereador é vaiado novamente e pede que polícia mantenha a ordem). Então, simplesmente eu estou votando com a lei hoje, hoje nós representamos 90 mil habitantes, é bonito os 300 aqui, mas nós representamos 90 mil. “Griteiro” não vira nada, cada um tem a sua opinião, isso é democracia, se eu tiver errado no meu voto, eu torço para que o vereador Hery prove a sua inocência. Não entendo, que ele conseguiu demonstrar a sua inocência, e as provas que constam nos autos. Foi um trabalho sério da comissão de ética. Eu não misturo as coisas, cada um tem a sua formação. Assim no meu voto, eu tenho as minhas convicções. Eu sou imparcial. Eu não consigo passar a mão na cabeça. Isso é democracia, misturar negócio com amizade. Quem participa das sessões, ou segue as gentes nas redes sociais, eu o Silvão, foi o único que votamos projetos polêmicos para o povo. Hery peitou nós dois, e nem por isso, não é pessoal, nós fomos pela lei, sabe que esse vereador não tem rabo preso, eu procurei saber da lei e a lei está dizendo isso. Felizmente eu tenho que votar com a lei e tenho dito. (SIC).

Continua amanhã…

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Sobre o Autor

Alexandre Ferreira

Alexandre Ferreira

Jornalista e professor, também é formado em Gestão Pública pelo IFSC (Instituo Federal de Santa Catarina). Escreve sobre política e acontecimentos da cidade e região.

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