Adotar um cão, eis a questão!

Da Redação
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As crianças e os animais tem algumas semelhanças, por exemplo a maneira de agir dos dois é extremamente espontânea. Porém, por conta do tamanho da criança, há muitos quesitos que cada futuro dono de cachorro deve saber acerca do temperamento canino.
O cão considera a criança um subordinado, e a princípio pode recusar-se a obedecer às ordens ou “acidentalmente” esbarrar com a criança e derrubá-la. Também, por instinto, pode escalar e rosnar quando a criança estiver perto de comida ou dos brinquedos, ou até mesmo mostrar os dentes e tentar morder como maneira de proteger-se de alguma situação em que não se sinta totalmente confortável. É essencial os pais entenderem que essa relação hierárquica e tomar precauções para evitar problemas de ordem maior. Tais comportamentos são uma indicação de que a ajuda profissional, como seu veterinário ou um comportamentalista animal são necessários.
Dúvidas como “qual o melhor cão para o meu filho” ou “qual raça se adapta melhor ao ritmo diário da família”, podem surgir quando o assunto é adotar. Ter em mente que um cachorro exige cuidados e tempos é conscientizar-se de que viagens, passeios longos e saídas demoradas poderão ser um problema dependo da raça do cachorro (há raças que não suportam a solidão e exigem companhia o tempo todo).
Cães tornam-se melhores amigos dos pequenos, desde que se tomem algumas precauções.
Nem todo cão é ideal para as crianças e nem toda criança é boa para determinadas raças. Se a criança é menor de seis anos, deve investir uma grande quantidade de tempo e reflexão antes de optar por um novo amigo peludo. Cães de grande porte, como os de guarda ou com histórico de agressividade, precisam ser evitados. Os cães maiores tem muita energia para brincar e se a criança for muito pequena, podem derrubá-la ou latir excessivamente, assustando-a.
Pais com filhos pequenos são geralmente muito ocupados; Eles muitas vezes não possuem tempo livre disponível para passar horas cuidando ou passeando com seu cachorro. Inicialmente, os filhotes exigem quase tanto tempo como uma criança, então pergunte a si mesmo se você está pronto para trazer um filhote de cachorro em uma casa que já está bastante atarefada.
Muitos dos problemas que os veterinários relatam ocorrer do porquê um cão foi comprado é a explicação de que o cãozinho seria “bom para as crianças”, ou as crianças imploraram por um, mas o pai não queria um cachorro. Se os pais não estão cem por cento com o compromisso de cuidar e treinar o cão, é preferível esperar um pouco mais antes de assumir um bichinho, caso contrário, não é justo para as pessoas ou para o cão (que necessita de cuidados e carinho).
Os cães podem ajudar a ensinar uma criança sobre responsabilidade, paciência, empatia e compaixão, mas lembre-se, nenhuma criança é capaz de treinar ou cuidar de um cão sozinha, por isso, pense muito bem. O peludo trará sentimentos de amizade e parceria para toda a família, porém deve ser cuidado como mais um habitante da casa e não como um objeto que irá desviar a atenção da hiperatividade infantil.

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