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Acumuladores de sentimentos

O tema da semana é a Síndrome de Diógenes ou transtorno dos Acumuladores Compulsivos. É uma síndrome relativamente nova, ainda pouco conhecida, porém a medicina tem avançado nas pesquisas para desvendar as causas e sintomas. Ela é conhecida como a síndrome dos acumuladores. Tenho certeza que todos conhecem alguém que está passando por esse problema.

São pessoas que acumulam objetos sem valor, de forma desorganizada e sentem sofrimento significativo ao se desfazer deles. Enxergam nesses objetos um fator de proteção, trazem para dentro de casa todo tipo de coisa, até mesmo restos de comida e lixo com a justificativa de que algum dia irá precisar daquilo.

Elas acabam se afastando dos familiares, vizinhos e amigos que possam criticar esse comportamento, vivendo de forma isolada. Já que a casa vai ficando com ausência de pessoas, esses acumuladores acabam ocupando lugares da casa com tantas coisas que acabam impedindo de realizar suas atividades diárias como tomar banho, cozinhar e dormir.

Com todo esse contexto descuidam da higiene, gerando doenças para si próprias e para as pessoas que a cercam. A convivência com esse paciente é muito difícil e por isso passam a viver isoladamente.

São pessoas que ficam irritadas, nervosas e agressivas com a possibilidade de alguém mexer nos seus pertences. Acabam por se isolar, saem apenas no período noturno para recolher objetos deixados no lixo em horário que ninguém possa presenciar, a justificativa deles é que algumas pessoas jogam coisas úteis.

Tudo começa com pequenos objetos, muitas vezes quebrados, folhetos, jornais, revista, chegando ao ponto de guardar restos de comida e lixos que deveriam ser descartados. Os acumuladores sentem segurança diante de todos aqueles pertences, diminuição da solidão, como se os objetivos sentissem a mesma dor ao serem descartados.

É muito importante a gente diferenciar a síndrome, do colecionador. O colecionador mantem seus objetos específicos guardados em ambientes apropriados de forma organizada, diferente dos portadores da doença. Muitas vezes chegam ao consultório por causa de algum sintoma como: angústia, tristeza, insônia e após um tempo de tratamento, os familiares trazem essa informação, já que para o paciente não tem nada de errado.

Normalmente são pessoas que apresentam uma doença de base: depressão, ansiedade, esquizofrenia e que necessitam de tratamento.

Esses pacientes em sua maioria não aceitam o tratamento porque acreditam que o fato de guardar objetos para um dia precisar não tem nada de errado e não conseguem visualizar a verdadeira situação do problema. O mais importante é ter muito cuidado ao se desfazer, porque atrás de uma revista velha tem a representação de uma história, de um momento importante ou feliz que ao descartar você estará gerando sofrimento significativo.

Orientação, carinho e acolhimento são muito importantes para que a pessoa se recupere de uma crítica. Não adianta invadir a casa e fazer toda a limpeza se não mexer na causa do problema, pois em um período curto de tempo tudo será acumulado novamente.

Os sintomas característicos são: isolamento, acúmulo de objetos sem valor de forma desorganizada e que cause desconforto ao desfazer, irritação, agressividade e desconfiança. A faixa etária mais comum é paciente acima dos 60 anos de idade, porém pode acontecer em qualquer idade. São pessoas que estão sofrendo com dificuldade de lidar com a dor e veem no acúmulo uma forma de se sentirem protegidos diante de todo o entulho acumulado.

O primeiro passo é descartar qualquer alteração neurológica como: traumas, acidentes, AVC, que possam ter gerado uma lesão cerebral importante. Depois de descartada as causas orgânicas será avaliado o estado psíquico e o mais importante, a história de vida do paciente, se teve traumas emocionais ou perdas, podem estar envolvidos nesta questão.

Existem medicamentos que vão tratar os sintomas e diminuir a dor, auxiliados com a terapia psicológica para que seja recuperada a crítica. Sempre respeitarmos a dor de cada um e pensar o quanto a pessoa está sofrendo e precisa de ajuda. Muitas vezes a abordagem é realizada em domicilio para que o médico psiquiatra e o psicólogo consiga por meio de uma conversa, desenvolver o vínculo com o paciente e fazer com que ele volte para realidade. Mostrar que nossa prioridade é sua reabilitação e juntos vamos vencer.

A partir do momento que tiramos todo o lixo interno, abre espaço para enxergar o lado bom da vida e o que ela pode oferecer. A dor não deixa espaço para enxergar perspectivas melhores. O importante é recomeçar todos os dias e trazer a qualidade de vida, a socialização, já que por muito tempo ficou escondido diante de toda aquela sujeira. A limpeza mais importante é a realizada internamente. Existem medicamentos que podem ajudar muito. Antes de criticar, se afastar ou julgar, lembre-se que por trás de todo aquele entulho existe uma pessoa sofrendo. Se você conhece alguém passando por esse problema, diga que você está ao seu lado e que principalmente respeita sua casa e sua individualidade, com certeza você conseguirá mudar a vida de alguém. Antes de denunciar, ofereça ajuda .

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Artigo Dr. Américo: NESSE INVERNO, CONVÉM CUIDAR DO CORAÇÃO

À medida que o frio avança, os hábitos adquiridos durante o verão e o outono vão sendo substituídos pelo eventual conforto do inverno: roupas pesadas, alimentação forte e uma sensação de aquecimento bem quieto dentro de casa. Mas é bom refletir se vale a pena passar a temporada de temperatura mais baixa hibernando e ganhando peso.

   Primeiro, é importante saber que as mortes por enfarte do miocárdio aumentam 30% durante o inverno, segundo estudos feitos em todo o mundo há pelo menos 50 anos. Até uma simples gripe ou a pouca atenção à prevenção favorecem as doenças do miocárdio, especialmente se a pessoa tem alguma predisposição e ainda não saiba.

   E a bateria de ataque ao coração só aumenta: pesquisa recente da Universidade de Sydney revelou que o risco de ataque cardíaco é 17 vezes maior após uma infecção respiratória. Pelo estudo, publicado no Internal Medicine Journal, doenças como pneumonia, gripe ou bronquite podem desencadear os problemas.

   Os dados mostram que o aumento do risco não ocorre necessariamente no início dos sintomas da infecção respiratória, mas atinge picos nos primeiros sete dias e vai reduzindo gradualmente. Os cientistas afirmam que o perigo, no entanto, permanece mais alto durante um mês.

   Foram analisados 578 pacientes vítimas de ataque cardíaco por obstrução da artéria coronária – e todos forneceram informações sobre a ocorrência de doenças respiratórias, como dor de garganta, tosse, febre, dor no seio, sintomas de gripe, e se ainda relataram um diagnóstico de pneumonia ou bronquite nos dias que antecederam problema no coração. Entre os pacientes analisados, 17% relataram sintomas de infecção sete dias antes do ataque cardíaco, e 31% em até 31 dias.

   O estudo ajuda a explicar a existência de picos de ataques cardíacos durante o inverno, quando essas infecções são mais comuns. Uma das hipóteses para que a exposição a infartos seja maior após o registro de infecções respiratórias é a ocorrência de alterações no fluxo sanguíneo.

   Para não se tornar alvo desses ataques, o melhor remédio é procurar um médico, submeter-se aos exames e se precaver, como, por exemplo, avaliar as vacinações. Depois, seguir uma dieta própria e se preparar para uma vida longa e mais saudável.

   Todas essas doenças vasculares – AVC’s, hipertensão, infarto, aterosclerose e outras – resultam de um estilo de vida inapropriado. Entre os principais fatores que ocasionam estas doenças estão má alimentação, tabagismo, álcool, sedentarismo, obesidade ou portadores de diabetes, além do estresse do dia-a-dia.

   Mesmo que a pessoa não fume, não beba e caminhe regularmente, deve ficar atenta, pois viver sem estresse nas grandes cidades brasileiras é quase um milagre. Sem poluição, impossível. Importante saber que qualquer pessoa pode sofrer de pressão alta, essa doença silenciosa. Estima-se que ¼ da população seja hipertensa.

   E nada na medicina substitui aquele verbo que todos conjugam, mas poucos o praticam: prevenir. Não contém nenhuma contra-indicação. Mesmo que não haja na família um parente com histórico de doença coronariana, ou mesmo nenhum sintoma, não deixe de estar sempre atento ao seu coração.

   Também é importante manter a visita ao médico em dia, realizar os exames, monitorar os medicamentos, além de praticar exercícios indicados e seguir uma alimentação saudável.

   Estudos realizados em hospitais especializados paulistas mostraram que, ao sentir frio, os receptores nervosos da pele estimulam a liberação de adrenalina e noradrenalina, este um hormônio responsável por contrair os vasos sanguíneos.

   Todas as pesquisas indicam que a pressão arterial costuma ser mais alta no inverno, época na qual se consome alimentos mais calóricos. O problema é que isto vem junto com a preguiça de praticar exercícios físicos para queimar calorias.

   É preciso mudar a história: a pessoa deve manter no inverno a frequência, o volume e a intensidade da atividade física costumeira – de preferência, de três a cinco vezes por semana, com duração de trinta minutos a uma hora.

   Atenção aos sintomas que se manifestam em quase todas as doenças do coração ou que podem indicar algum tipo de comprometimento cardíaco:

   – Falta de ar, seja no repouso ou no esforço; dor no peito, em virtude de má circulação sanguínea no local; cansaço fácil; desmaio após atividade física intensa; dor de cabeça; inchaço nos tornozelos.

   Enfim, é importante se aquecer no inverno. Porém, o mais importante é passar por ele com boa saúde, sem correr nenhum risco.

(*) Américo Tângari Junior é especialista em cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e Associação Médica Brasileira

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Blog do Alexandre

Panorama Político – O valor assusta

Gastos
Mais de R$150 mil empenhados para a TV Universitária em 2019. O valor relevado por este colunista é uma informação pública que está disponibilizada no portal da transparência da Câmara Municipal de Votuporanga.

O valor assusta
O valor assusta pela quantidade de dias que as transmissões são feitas: 1 vez por semana. Outro gasto que chamou a atenção é a contratação de uma empresa para gerenciar as redes sociais: empenho de 16 mil anual. Na nota fiscal está designado: Contratação de empresa prestadora de serviços de produção, captação, edição, e divulgação/transmissão de matérias/imagens e sons ao vivo e gravado, por meio da internet, nas redes sociais e internet institucional da Câmara. Traduzindo, seria o gerenciamento das redes sociais da Câmara.

Vereadores são cobrados
Tem intensificado as cobranças aos vereadores nas redes sociais. Enquanto campanhas estão sendo feitas para abaixar o valor dos salários dos Edils e economizar dinheiro público, os gastos acima demonstram que alguns não estão tão preocupados com isso.

Interferência
Hoje a Petrobrás viu seu valor de mercado derreter R$30 bilhões. Isso foi devido a uma interferência direta do presidente da República, Jair Bolsonaro, na política de preços de reajustes do diesel. A empresa estatal tinha reajustado o diesel em mais de 5%. O capitão e presidente, com uma ligação, reverteu a decisão, aliviando os caminhoneiros e desesperando o mercado financeiro.

Dilmou
Analistas dizem que Bolsonaro “Dilmou” ao interferir na estatal. Segundo estes analistas, um dos motivos que deixavam a empresa no prejuízo eram as devidas interferências feitas pelos governos passados. Os acionistas que estavam animados com o “governo liberal” desanimaram e bolsa de valores voltou a patamares desanimadores.

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Blog do Alexandre

Panorama Político – O novo eleitor

Olhando para frente
A era dos políticos fanfarrões está passando e um novo eleitor está surgindo. O novo eleitor é informado, está nas redes sociais, critica, cobra e está de olho nas atitudes dos atuais representantes do povo.

Renovação
Uma prova disso aconteceu nas eleições de 2018. A Assembleia Legislativa de São Paulo teve uma renovação de 55%, já no Congresso a renovação foi de 47%.

Vão aumentar
Segundo um estudo, estes números podem ser bem maiores nas Câmaras de Vereadores em 2020. Os vereadores que estão eleitos e não se atentaram as redes sociais estão condenados a perder feio o ano que vem. Aqueles que criticam hoje as redes sociais, serão aqueles que chorarão a derrota em 2020.

Previsões
A previsão dos especialistas para 2020 não mudaram muito das eleições de 2018. Dinheiro pode até ajudar nas futuras campanhas, porém, estará longe de ser o fator decisivo. O mais importante da campanha de 2020 para reeleição, será sem dúvida, a interação que o político conseguiu fazer com seu eleitorado através das redes sociais, muitas vezes sem gastar absolutamente nada. Novatos terão que focar em projetos que “enxugam” máquina pública e ficar bem longe dos políticos figurões, principalmente os envolvidos em escândalos de corrupção ou com processos na justiça.

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